DO AMOR E DA MORTE
Vi ontem o direto e profundo Amor, um filme que encara de frente o
sofrimento humano em envelhecer e adoecer.
O diretor Haneke conta a história de
forma pura, sincera, sem falsas esperanças. A narrativa transcorre sem diálogos superficiais ou frases de efeito, concentrando o olhar no que é humano, precioso, perecível, deixando de lado pequenos medos, ou enganos que prolongam ilusões
Um casal de músicos octogenários
vive o cotidiano com as manias e comportamentos próprios da idade, desfrutam da convivência um do outro, dos amigos e rotinas prazerosas cercadas de boa música.
Até que a esposa adoece e têm que juntos enfrentar a situação. A única filha do
casal, além de morar em outra cidade, tem vida de inúmeras atividades
com pouca disponibilidade de tempo para cuidar dos pais, encara a situação com
certa perplexidade, querendo alguma “solução mágica”.
o filme me comoveu pelo amor profundo entre os personagens e pela forma que enfrentaram o desafio do adoecimento. Fiquei refletindo, certamente envelhecer e adoecer momentos extremamente difíceis nas nossas vidas, mas será que a opção é a fuga através da morte?
o filme me comoveu pelo amor profundo entre os personagens e pela forma que enfrentaram o desafio do adoecimento. Fiquei refletindo, certamente envelhecer e adoecer momentos extremamente difíceis nas nossas vidas, mas será que a opção é a fuga através da morte?
Dois fatos
recentes divulgados pela mídia voltaram a minha memória. O primeiro o suicídio de
Walmor Chagas, que optou por viver num sítio, distante de amigos e familiares e pois fim a vida sem maiores explicações. Outro foi a
declaração do ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, de que os idosos
deveriam "se apresar e morrer" em vez de custar dinheiro ao governo
em cuidados médicos até o "fim da vida". Logo lá que talvez seja o
maior com maior número de longevos.
LLi na coluna da Cláudia Collucci na Folha SP dados sobre a alta a taxa de idosos que dão fim a própria
vida é alta. No Brasil a taxa oficial de suicídios é de 7,1 na população em
geral, entre os que têm idade acima dos 75 anos o indicie ultrapassa dos 15. A
existência de taxas elevadas entre os mais velhos ocorre em todo o mundo. Há vários fatores associados, como a perda de
parentes referenciais sobretudo do cônjuge, solidão, existência de doenças
degenerativas e dolorosas, sensação de estar dado trabalho à família, abandono,
entre outros.
A liberdade individual de decidir pela morte em situações extremas de sofrimento e dor é aceitável? Será que não podemos ser mais solidários, cuidadosos com nossos amigos e familiares que envelhecem ou adoecem previnindo assim o suicìdio ? Estas questões ficaram sem respostas.
É um bom filme, mas não é muito o meu estilo.
Agora a relação entre pais e filhos é bem diferente na Europa, esse ponto do filme é bem interessante.
Há razão Ramon sobre a diferença de relacionamento entre pais e filhos entre o Brasil e a Europa,mas abro uma certa exceção à Itália onde as mães são sempre muito e muito protetoras exatamente como no nosso país.Sem generalizar.
O filme parece interessante e você vai comprovando ser uma ótima crítica no assunto,parabéns!
É Ramon, ainda é cedo pra vc pensar nestas questões (rs,rs,rs). Como Bergilde falou a exceção dos italianos, ou europeus são diferentes de nós latinos, incentivam a independencia de todos. Talvez por isto seja mais doloroso ficar dependente através do adoecimento e da velhice.
Olá amei o blog! Elegante, inteligente, interessante...
Gostei do seu texto e me interessei pelo filme, vou assistir.
Já estou seguindo!
Se puder visita meu cantinho.
Bjs
Triste envelher sobre muitos aspectos. Solidao, doencas, desprezo da familia...
Bjos
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