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domingo, 27 de janeiro de 2013

DO AMOR E DA MORTE


Vi ontem o direto e profundo Amor, um filme que encara de frente o sofrimento humano em envelhecer e adoecer. 

O diretor Haneke conta a história de forma pura, sincera, sem falsas esperanças A narrativa transcorre sem diálogos superficiais ou frases de efeito, concentrando o olhar no que é humano, precioso, perecível, deixando de lado pequenos medos, ou enganos que prolongam ilusões

Um casal de músicos octogenários vive o cotidiano com as manias e comportamentos próprios da idade, desfrutam da convivência um do outro, dos amigos e rotinas prazerosas cercadas de boa música. Até que a esposa adoece e têm que juntos enfrentar a situação. A única filha do casal, além de morar em outra cidade, tem vida de inúmeras atividades com pouca disponibilidade de tempo para cuidar dos pais, encara a situação com certa perplexidade, querendo alguma “solução mágica”.

o filme me comoveu pelo amor profundo entre os personagens e pela forma que enfrentaram o desafio do adoecimento. Fiquei refletindo, certamente envelhecer e adoecer momentos extremamente difíceis nas nossas vidas, mas será que a opção é a fuga através da morte?

Dois fatos recentes divulgados pela mídia voltaram a minha memória. O primeiro o suicídio de Walmor Chagas, que optou por viver num sítio, distante de amigos e familiares e pois fim a vida sem maiores explicações. Outro foi a declaração do ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, de que os idosos deveriam "se apresar e morrer" em vez de custar dinheiro ao governo em cuidados médicos até o "fim da vida". Logo lá que talvez seja o maior com maior número de longevos.
LLi na coluna da Cláudia Collucci na Folha SP dados sobre  a alta a taxa de idosos que dão fim a própria vida é alta. No Brasil a taxa oficial de suicídios é de 7,1 na população em geral, entre os que têm idade acima dos 75 anos o indicie ultrapassa dos 15. A existência de taxas elevadas entre os mais velhos ocorre em todo o mundo.  Há vários fatores associados, como a perda de parentes referenciais sobretudo do cônjuge, solidão, existência de doenças degenerativas e dolorosas, sensação de estar dado trabalho à família, abandono, entre outros.

 A liberdade individual de decidir pela morte em situações extremas de sofrimento e dor é aceitável?  Será que não podemos ser mais solidários, cuidadosos com nossos amigos e familiares que envelhecem ou adoecem previnindo assim o suicìdio ?  Estas questões ficaram sem respostas.

5 comentários:

Ramon Prates 28 de janeiro de 2013 20:16  

É um bom filme, mas não é muito o meu estilo.

Agora a relação entre pais e filhos é bem diferente na Europa, esse ponto do filme é bem interessante.

Bergilde 29 de janeiro de 2013 06:31  

Há razão Ramon sobre a diferença de relacionamento entre pais e filhos entre o Brasil e a Europa,mas abro uma certa exceção à Itália onde as mães são sempre muito e muito protetoras exatamente como no nosso país.Sem generalizar.
O filme parece interessante e você vai comprovando ser uma ótima crítica no assunto,parabéns!

Tucha 29 de janeiro de 2013 08:33  

É Ramon, ainda é cedo pra vc pensar nestas questões (rs,rs,rs). Como Bergilde falou a exceção dos italianos, ou europeus são diferentes de nós latinos, incentivam a independencia de todos. Talvez por isto seja mais doloroso ficar dependente através do adoecimento e da velhice.

Jussara Christina 1 de fevereiro de 2013 13:34  

Olá amei o blog! Elegante, inteligente, interessante...
Gostei do seu texto e me interessei pelo filme, vou assistir.
Já estou seguindo!
Se puder visita meu cantinho.
Bjs

Georgia Aegerter 5 de fevereiro de 2013 11:07  

Triste envelher sobre muitos aspectos. Solidao, doencas, desprezo da familia...

Bjos

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