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sábado, 25 de novembro de 2017

NOVO MUNDO

A ideia de divulgar pequenos textos e fotografias de viagem é despertar meus amigos a visitar quaisquer dos cantos desse vasto território chamado Mundo Novo.

A história aqui não está imobilizada nos livros mas viva, podendo ser observada em todas as suas épocas, como num caleidoscópio, se mostrando  diante do nosso olhar, em suas muitas faces.



Caminhando por aqui vamos encontrar metrópoles gigantescas como São Paulo, Lima, Buenos Aires ( cidade que tem mais teatros e livrarias que Paris). E, vamos encontrar, desafiando o tempo, lembranças das civilizações pre hispânicas, que maravilharam os conquistadores: misteriosas piramides, fortalezas, templos, caminhos de incas, astecas, maias, guaranis, e tantos povos que criaram arte, arquitetura que figuram entre as maiores expressões da criatividade humana.




Encontraremos também cidades coloniais, como pedaços de Espanha e Portugal chegassem aqui. Mesmo com todas as dores que o passado colonial trouxe, os anos de vida em comum estão em pé, como templos, praças, muralhas.



E aqui, nesse continente de esperanças sempre adiadas, todas as raças parecen ter chegado para misturar -se, impregnando os sabores, a música e os ritos. E a gente canta como o poeta Capinam: soy loco por ti América/ soy loco po ti de amores/ tenga como colores la espuma blanca de Latinoamerica t el cielo como bandera.”

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

COMER E BEBER NO PERU

O prazer de comer é valorizado em terra peruanas. Uma mistura da culinária inca, a colonial, com influências orientais fez nascer delícias. O país tronou-se o centro da gastronomia sul americana. Passar fome não é uma opção aqui.

O prato mais famoso é o ceviche. Ele nasceu nas culturas pré incas que "cozinhavam" o peixe na polpa de tumbo (um tipo de maracujá). Depois os incas passaram a faze-lo na chincha (cerveja de milo) e o salgaram. Os japoneses trouxeram as vieiras e os camarões.



Existem vários tipos de ceviche, vale a pena experimentar e eleger os seu favorido. Os peixes mais utilizados são a corvina e o linguado. O líquido que é formado é chamado de "leche de tigre" e dizem que cura qualquer ressaca.

Outra delícia é o Arroz com "camarones", temperado com pimentas, páprica e coentro. O sabor me lembrou o do arroz de cuxá, do Maranhão, só que a erva utilizada lá é a vinagreira.

Para quem não gosta ou não pode usar frutos do mar. A opção é frango cozido em leite, parmesão e ajis (pimentas amarelas).

E quem não come carne aqui existem inúmeras iguarias feitas de batata. A batata foi encontrada aqui por Pizarro, um dos mais preciosos tesouros pela sua variedade e sabor. 


Segundo pesquisadores são mais de quatro mil tipos de batata,  com tonalidades que vão do amarelo claro até em tons quase negros. Como ela se preparam diversos pratos entre eles a Causa rellena, batata amassada, que pode ser ou não alternada com abacate, e recheada com frango desfiado, peixe ou camarões. 

A quinua pela suas propriedade e conhecida com "grão sagrado". Também tem muitas variedades e é utilizada  inúmeras preparações: sopas, risotos, pudins etc. 

O maiz (milho) também tem uma infinidade de variações. E pode ser um dos ingredientes do ceviche, ser usado em várias preparações salgadas ou doces. 

O milho escuro serve de base para uma deliciosa bebida não alcoólica a chicha morata. O sumo do milho é misturado a limão e outras especiarias tornando o sabor único.

Outra bebida particularmente peruana é o refrigerante inka coca. Nas fotos a versão em quechua e em espanhol.




Na categoria bebidas alcoólicas, temos a cerveja peruana Cusquenha, em várias versões. 


Mas a bebida nacional é o pisco, que é um aguardente destilado da uva moscatel, com elevada concentração de açúcar. O objetivo inicial da plantação de uvas era a produção de vinhos, entretanto, a produção de vinho não deu certo, decidiram criar um aguardente. A bebida é celebrada como um milagre do deserto e recebeu o nome da cidade onde nasceu - Pisco.

O drinque mais famoso é o pisco sour, que mistura a bebida com a limão, acúcar, clara de ovo, gotas de angostura. Aprenda a preparar aqui.

Lima tem alguns chefes bastante celebrados como a dupla Astrid & Gaston, cujo restaurante foi classificado entre os 50 melhores do mundo. Veja  indicações dos cinco melhores aqui. 

Há restaurantes para todos os bolsos, os bairros de Miraflores e Madalena, tem muitas opções, o Barranco é um dos mais boêmios, com diversos bares, alguns com nomes um pouco inusitados para nós baianos. 



Um restaurante ficou inesquecível para mim foi o Rosa Náutica, em Miraflores que visitei na primeira vez que estive aqui (acho que em 1987), ele fica literalmente sobre o Pacífico.



Fecho o post com uma sobremesa, tendo ao fundo o visual da cidade. 

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O CIRCUITO MÁGICO DAS ÁGUAS

Não podíamos sair de Lima sem dar uma passadinha na mais folclórica de suas atrações: o conjunto de fontes luminosas do Parque de la Reserva, conhecido como o circuito mágico das águas. 


São oito hectares de parque, com 13 fontes, cada uma com suas características. Essa acima é a Fonte da Vida. 


Essa é a Fonte das Tradições, com figuras incas, simbolizando as história peruana.




Na fonte das Fantasias, a cada duas hora ocorrem projeções holográficas, com símbolos incas e danças peruana, sincronizado com as mudanças das águas e música. Não gostei tanto do show, mas a platéia, muito mais peruano que turistas, estava entusiasmada.

O que mais gostei foram as fontes interativas.  O túnel das Surpresas, onde jatos d'água formam um túnel onde podemos passar entre as águas.




E o Labirinto do Sonho, um circulo de fontes, onde se pede entrar e a cada momento os jatos de água mudam de posição, mantendo ou não o participante seco. Para crianças e enamorados é emoção a cada mudança.


O local é bastante frequentado pelos limenhos, vi algumas noivas vestidas a caráter, tirando fotografias.


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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

LIMA MODERNA


Minha estranheza com Lima, desde a primeira vez que a visitei, foi por considerar que a cidade ficava de costas para o mar. Depois me explicaram que a cidade foi construída assim como uma forma da proteção conta terremotos e maremotos. O mar fica lá em baixo, cor de chumbo, quase sempre frio e bravo- paraíso para surfistas. 



As falésias afastam as construções da praia, mas deixam o local propicio para o uso de parapentes. Quem quiser viver a emoção pode, por 75 dólares, ter cerca de 10 minutos de voo, com direito ao registro da aventura em vídeo.






Uma das nossa amigas, a mais corajosa, arriscou pular e ficou feliz da vida.



 O Malecon de Miraflores é um magnifico parque costeiro instalado no topo das falésias de Lima. Na verdade são 15 parque contíguos ao longo de 5 quilômetros. Cada qual com um tipo de uso, quadras poliesportivas, quadras de tênis, pista de skate etc. Em comum, a jardinagem impecável, a ciclovia, o passeio para pedestres e a vista permanente para o Pacífico.



 Nos detivemos no Parque do Amor, onde o artista plástico, Victor Delfim, tendo Galdi como inspiração, montou um jardim com mosaicos coloridos e versos de amor. É claro com os namorados fazem dali um ponto de encontros.


 Contaram que aqui ao lado da estátua do beijo, no dia dos namorados, há um famoso concurso de beijos, onde vence o casal com maior fôlego.



Há inúmeros outros parques na cidade, mas não tivemos tempo de explorá-los. 




 Para encerrar o passeio fomos ao shopping Larcomar, construído nas falésias, com inúmeros restaurantes, sorveterias, casas de cambio e uma bela vista para o mar. Sim, encerramos a tarde com sorvete.





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LIMA - CENTRO HISTÓRICO

Mario Vargas Lhosa diz que toda a literatura peruana podia se dividir em duas tendências: "o endeusadores e os delatores de Lima", mas " a verdadeira cidade provavelmente não é tão bela como dizem uns, nem tão atroz como garantem outros." Mas opina que "as mais belas paisagens do meu país não estão nela, mas no interior, nos desertos ou nos Andes, ou na selva." Concordo com ele.



Essa foi a terceira vez que venho a cidade e confesso que não a considero das mais belas capitais da América do Sul. O céu quase sempre cinzento, deixa a cidade um tanto triste. Embora dessa vez fomos presenteados com um domingo de sol e muito azul, apesar do frio.


Começamos o passeio pelo centro histórico em um dos museus da cidade, para compreender que o território peruano já era habitado há mais de vinte mil anos: nazcas, moches, waris, chimus... 



Como foi hábito dos conquistadores, os espanhóis massacram a história nativa do Peru, derreteram objetos de ouro, imolando ícones religiosos e banindo tradições.


 Os arqueólogos e  historiadores tiveram que montar o quebra cabeça com o que sobrou da pilhagem. Mesmo assim há peças impressionantes pela habilidade de forjar metais ou de moldar argila.


Para honrarem os antepassados museólogos organizaram aqui museus fantásticos. As fotos acima são do Museu Nacional de Arquelogia, Antropologia e História do Peru, cujas fotos ilustram esse post. Existem também o Museu do Ouro do Peru, que visitei em outra oportunidade. E o famoso Museu Larco.


 A Plaza de Armas é o local da refundação da cidade, em 1553, pelo conquistador Francisco Pizarro. Como ocorre nas América espanhola, nessa praça fica o centro administrativo local.



Vizinho a Catedral o Palácio Episcopal, de 1922; na calçada oposta, o Palácio de La Unión, de 1942 e o Palácio Municipal, de 1944; na quadra lateral o Palácio do Governo, de 1938.


A Catedral é a unica construção que remonta ao vice-reinado espanhol. Os demais prédios, parecem ser mais antigos do que são, porque nos anos 20 e 40 estava em volga a arquitetura neo colonial - que utilizava elementos das construções coloniais, como balções de madeira entalhada, presentes nos edifícios da praça.





Seguimos caminhando pelos arredores. Encontramos a Casa da Literatura Peruana, instalada na antiga estação ferroviária.



Nas proximidade vale uma paradinha para conhecer o Bar e Restaurante Cordono, o mais antigo em funcionamento na cidade.
 Aberto em 1905, a casa mantem o antigo charme, servindo lanches e pratos simples da culinária local. Nas paredes fotografias contam a história do local.



Seguindo em frente, visitamos o Museu das Catacumbas do Convento de São Francisco. Fundado em 1546 e reconstruído pela última vez em 1642. 



O conjunto arquitetônico foi tombado pela UNESCO e contem inúmeras obras de arte sacra, que vale a visita. No seu interior estão as impressionantes catacumbas, o primeiro cemitério de Lima, onde não se pode fotografar. Recentemente arqueólogos contabilizaram 25 mil ossadas ali.



 Fique tão impressionada com a beleza dos azulejos sevilhanos, que os fotografei. Cheios de cor, diferem completamente dos nossos azulejos portugueses.



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