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quarta-feira, 11 de março de 2020

MARAVILHA DO MUNDO - A MONTANHA DA MESA


Ela é o maior símbolo de Cape Town, está presente até na bandeira, pode ser vista em quase todos os lugares da cidade, ela é a Table Montantain. Vejam o que descobri sobre ela.
É considerada uma das formações rochosas mais antigas do mundo. Algumas evidências indicam que já na idade da Pedra  havia gente morando por lá. Alguns anos antes da colonização europeia, os povos Khoi e San - habitantes da região - a consideravam sagrada. Para eles a montanha era morada de um deus.

Posteriormente, com a chegada dos europeus e o surgimento do novo idioma - africâner - passou a ser conhecida como Tafelberg, em inglês - Table Montain.

O nome Montanha da Mesa, para nós, faz referência à sua forma. Gigantesta, a montanha possui mais de 1000 metros de altura e, em seu cume, revela um planalto de mais de 3 quilomêtros de área total. Vista de longe, lembra uma mesa mesmo.

Vista de perto, é nada menos que magnífica. Uma das formações naturais mais surpreendentes que conheci. Fica fácil entender porque ela se tornou, em 2011, uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo - a única delas localizada em uma área urbana, diga-se de passagem.


No alto podemos caminhar por quase três quilômetros e ter uma vista de 360 graus da cidade.  
De um lado a cadeia montanhosa que segue até o Cabo da Boa Esperança, com a beleza inebriante do litoral. Do outro, a área urbana, onde podemos ver o moderno estádio, construído para a Copa do Mundo de Futebol em 2010.











Outra coisa que é importante destacar é que a Montanha da Mesa é parte de um Parque Nacional. Criado em 1998, o parque tem aproximadamente 22.000 hectares de área toral, nos quais pode ser encontrados diversos animais e mais de 2.00 plantas diferentes. Dentre estas, mais de 70% não pode ser vista em nenhum outro lugar do planeta.

A Table Mountain fica localizada no centro da fervilhante Cidade do Cabo. A estação do cableway - o teleferico que leva ao topo da montanha é de acesso bastante simples para qualquer visitante. O bondinho é uma atração à parte, vertiginoso e giratório, lá em cima  você encontra restaurantes, cafés, lojinhas de suvenir. Os mais aventureiros podem ignorar o transporte e encarar uma escalada de 45 minutos. 



Finalizo com uma brincadeirinha. 

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segunda-feira, 9 de março de 2020

CABO DA BELEZA E DA ALEGRIA

A medida que o avião se aproxima vamos ficando cada vez mais impressionados com a beleza da cidade. A gigantesca Table Mountain, eleita uma das sete novas maravilhas do mundo é o destaque. O paredão de montanha costeia toda a baía de azul intenso e atinge seu cume a mil metros de altura em forma de platô. 

A cidade do Cabo ocupa uma ampla península, banhada pelo Atlântico na região do Cabo Ocidental, a província mais ao sul do país. Apesar de ter 3 milhões de habitantes, a cidade se espalha por uma área gigantesca, o que a torna arejada e leve. O centro (City Bowl) fica ao norte, concentrado entre a Table Montain e o porto.


Começamos o dia visitando o Castelo da Boa Esperança, construido entre 1666 e 1679, é considerado a construção intacta mais antiga da África do Sul.

Durante muito tempo foi o Centro Administrativo e Civil da cidade.
Hoje abriga um pequeno museu que trás de forma  sucintada história da cidade. A região era povoada por numerosas tribos.  Os portugueses passaram por aqui na busca de um caminho alternativo para as Índias. Em seguida foi entreposto dos holandeses com a poderosa Companhia das Índias Ocidentais e depois Colonia Britânica.



Depois de tantos anos de isolamento (nos tempos do Apartheid sofreu embargos e o turismo local se resumia aos safáris) a cidade do Cabo celebra sua veia cosmopolita, cultivada nas muitas influencias que recebeu ao longo da sua história. Holandeses, britânicos, malaios e indonésios (trazidos pelos holandeses de outras colonias), sul-africanos de várias origens tribais e, mais recentemente, africanos imigrantes de países como Malawi, Moçambique, Namíbia, entre outros, imprimem suas marcas nos temperos, nas cores, nos sons, nos ritmos.

Uma das vitrines multiculturais da cidade é o coloridíssimo Bo-Kaap, o bairro malaio, muçulmano, localizado entre o City Bowl e a subida de Signal Hill.

O Bairro hoje é muito visitado pelos turista, pois o colorido das casinhas, em contrastre com as ruas de pedra o torna muita instagramável.


Um pouco da história mais recente é possível conhecer na St. George's Cathedral, sede da igreja Anglicana na África do Sul.
Os belos vitrais e uma madona negra em ébano são os destaques.

 Entretanto é importante contar a atuação da Igreja Anglicana, capitaneada pelo bispo Desmon Tutu, na contribuição do processo político de acabar com a segregação racial no país. Algumas fotos na hall de entrada mostram um pouco desta luta.

Perto daqui podemos visitar os Company's Gardens, um belo parque urbano, onde é possível flanar a sombra das árvores, alimentar os inumeros esquilos, conhecer um pouco da sua história.

Ao fundo, são cultivadas uma enorme variedade de plantas em especial as roseiras e parreiras.


A última visita do dia vou mostrar num outro post  a Montanha da Mesa.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

SAFÁRI FOTOGRAFICO

Nunca imaginei que fosse fazer um safári, mas não podia vir até o continente africano sem conhecer mais da vida selvagem. E lá fomos nós num voo até o Parque Nacional Kruger, o local tem mais de 20 mil quilômetros quadrados de vida selvagem intensa. Passear por aqui tem um jeito assim de programas do Discovery Channel, só que ao vivo. Entretanto não tem edição, é preciso paciência para contemplar a imensidão e aguardar a fauna aparecer, dar o ar da graça.

Ainda está escuro quando temos que acordar, um rápido lanche no lounge do hotel, e lá estamos nós vendo amanhecer à bordo de um jipe, vamos tentando descobrir os animais no meio da savana. O motorista que faz às vezes de guia, segue na escuta do rádio conectado aos demais carros, enquanto busca pelos animais. 

Alguns são mais fáceis de serem encontrados, outros são mais discretos e não aparecem tão facilmente. E vamos circulando na expectativa de encontrar os famosos "big five", apelido dado aos cinco grande animais da savana sul-africana: leão, elefante, rinoceronte, búfalo e leopardo.

Cenas do cotidiano por aqui são girafas dobrando o pescoço para comer folhas, gnus alheios aos seus chifres e barbilhas esquisitas, hipopótamos no lago espiando o entorno apenas com os olhos fora d'água, além de zebras, babuínos, antílopes, veados e tantos outros. Apenas sendo eles mesmos, autênticos e imprevisíveis no seu habitat.

















No final da tarde novo passeio, nova caçada fotográfica aos animais. 



Nas fronteiras do dia eles estão mais ativos pois a temperatura está mais amena. Tivemos alguns momentos de especial emoção como o encontro da família de leões ou a grande corrida atrás de cachorros selvagens que estavam na caça de veados. 


O por do sol dava  um  toque alaranjado especial ao cenário.


Os animais aqui não recebem cuidados especiais (além da proteção  dos caçadores é claro) e se alimentam naturalmente, de acordo com o seu instinto.






Dentro da reserva exstem vários hotéis de diferentes padrões. O que nos hospedamos foi amplo, confortável, rústico e acolhedor.  O melhor é que os quartos tem vista para a savana e de repente você pode deparar com uma girafa lhe olhando pela janela. Todas as refeições estavam incluídas na diária (bebidas pagas reparadamente), inclusive um lanche durante o passeio do final da tarde.

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

JOANESBURGO E A HISTÓRIA

Só agora relato a viagem pra Africa do Sul que ocorreu no ano passado. Situado na ponta sul do continente africano o país é encantador: por lá a vida selvagem ainda reina, metrópoles e os vilarejos coexistem, praias de areia muito brancas e ondas azuis estão a poucos quilômetros de montanhas e savanas. 


As vuvuzelas ainda estão nas ruas pra lembrar que o país foi sede da Copa do Mundo de Futebol em 2010. Começamos a visita por A primeira Joanesburgo e aproveitamos o breve tempo que tínhamos para uma imersão na recente história do país. 

Do aeroporto seguimos para o Soweto, abreviatura dos termos "South Westen Townships", algo como bairros do sudoeste. Estes bairros foram fundados  em 1904 para retirar os negros da cidade, deixando-os perto o suficiente para servir de mão de obra. Espelhando a desigualdade social e racial que imperou durante o Apartheid.

Nenhum lugar tem tanta ressonância política e histórica como este. Aqui, na Vilazaki Street, única rua do mundo onde moraram dois vencedores do Prêmio Nobel da Paz: o arcebispo Desmond Tutu, em 1984 e Mandela, em 1993. Eles dividiam o endereço e o sonho de transformar o país em um lugar com oportunidades iguais para todos.



Uma visita obrigatória aqui é a casa onde viveu Nelson Mandela. 



Ela foi reformada, para buscando ser como era originalmente e abriga um pequeno museu, que recupera através de fotografias e outros objetos um pouco da vida e da luta deste homem.



A casa pertenceu ao líder anti-apartheid durante o seu primeiro casamento com Evelyn Ntoko Mase e o segundo com Winnie Madikizela Mandela. A casa foi habitada pela família Mandela até a década de 90, quando o imóvel tronou - se patrimônio publico.


O bairro, hoje considerado uma cidade, concentrou grande parte das lutas contra o racismo, transformando-se num símbolo da resistência ao Aparheid.

Visitamos a Praça da Liberdade onde estão representados em pilares os marcos da nova Constituição Sul Africana.


E o Memorial Hector Pieterson, em homenagem ao estudante e aos outros cem estudantes que foram mortos durante o embate entre a polícia durante protesto.  




Centenas de jovens sul africanos reivindicavam pacificamente o direito de estudar em suas línguas nativas, após o decreto de que as disciplinas  deviam ser ensinada apenas em inglês ou africâner. O movimento ficou conhecido como o Levante de Soweto.

Na porta a foto clicada por Sam Nzima, mostra Hector sendo carregado nos braços de um colega tendo ao lado a sua irmã Antoninette aos prantos. Ela correu o mundo inteiro e atuou como uma faísca para desencadear uma série de protestos no país e no mundo.



Não deu tempo de conhecer o Museu do Apartheid. Mas tudo aqui remete aos novos tempos de liberdade. Terminamos o dia na Nelson Mandela Square, uma praça onde há cafés, restaurantes. E referências ao homenageado de vários tamanhos.





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