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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

ARREDORES CHEIOS DE HISTÓRIA

Aqui nas terras altas peruanas, em algum momento do século XII, os incas começaram a sua expansão, usando vários métodos desde a conquista militar à assimilação pacífica foram incorporando grande parte dos atuais Peru, Equador, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia.




O Império Tawantinsuyu, em quichua, dos Cuatro Suyos (quatro regiões), era grandioso. Cuzco era a capital política e aqui na fortaleza de Saqsaywamán, nosso primeiro ponto de visita, se encontravam os quatros caminhos que uniam a capital imperial as inumeráveis comunidades, aldeias e povoados que o compunham.


São 4 mil metros quadrados de fortificação em forma de zig, zag, por conta disso alguns acreditam que homenageia uma serpente.



A enormidade e a solidez dessas muralhas impressionam pela simetria e geometria. As pedras se articulam perfeitamente sem uso de argamassa e permanecem juntas através dos séculos, enfrentando inclusive terremotos. 


Algumas pedras pesam toneladas e ficamos nos questionando como foram trazidas para esse local? Nossa guia informou que estima-se que 25 mil homens trabalharam na construção. 


De lá é possível visualizar todo o vale de Cusco.



Outro local visitado foi Q'enqo, antigo templo cravado em uma caverna e utilizado em rituais de fertilidade e celebração dos solstícios e dos equinócios.




Nos informam que foi construído em honra ao Puma, um dos animais sagrados para os incas, que representa a vida do homem na terra. Os outros dois seriam o Condor, que representa o céu e os deuses e a serpente que significava a interioridade, a morte.



No seu interior um altar talhado perfeitamente na pedra



 O ponto seguinte foi Puka Pukara que significa "fortaleza vermelha", pois na sua construção foi usado um granito nessa coloração. Este local servia como uma especie de alfandega, para os que chegavam a capital.




Tambomachay - o templo das águas - foi o ultimo local visitado. Também um local de rituais. 

Aqui podemos observar a tecnologia hidráulica desenvolvida pelos incas. A água vem de um lago a cerca de 25 km daqui através de um sofisticado sistema de arquedutos e canais até chegar aos terraços e bicas aqui construídos, funciona até hoje.



  A caminhada pelos arredores de Cuzco termina e nós aprendemos muito sobre os incas mas a viagem continua...



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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

NO UMBIGO DO MUNDO

Conta a lenda que o primeiro rei inca Manco Cápac, recebeu de Inti, o deus sol ancestral, a missão de encontrar um lugar onde pudesse enfiar um bastão no chão e fazê-lo desaparecer. Nesse lugar, chamado de umbigo da Terra fundou  Cuzco, a cidade que se tornaria a capital do maior império das Américas - os Incas - cem anos antes da chegada dos conquistadores em 1532.


Perder o fôlego por aqui é fácil, primeiro por conta da altitude (são 3400m acima do nível do mar), depois por conta da beleza da cidade. Qoeq'o (em quichua) abriga uma mistura de histórias que se sobrepõem, nem sempre em harmonia.


Os incas estão em toda parte, nas ruínas, nos museus, nos traços fisionômicos dos que vivem aqui, no artesanato local, na música.



Encontraremos  por aqui também a visão do apogeu do colonial espanhol na beleza do centro histórico, com Plaza de Armas  onde se destaca a imponente Catedral.


É importante que se diga que os espanhóis construíram seus prédios sobre a estrutura urbana herdada dos incas, por cima dos tempos e palácios, se assentaram as novas construções.

 No tempo presente acrescente a mistura a agitação das centenas de turistas do mundo inteiro que circulam por aqui e fazem a cidade ferver. Para atendê-los inúmeros restaurantes, café e lanchonetes (a Mc Donald fica atrás catedral). Para alegrar as refeições os músicos são presença constante, como estes que acompanharam o nosso jantar de boas vindas. Os conjuntos de musica típica andina são inúmeros cada qual querendo divulgar o seu trabalho em CDs

Imprescindível também é o chá de coca, ele, as folhas ou balas com o produto são essenciais para ajudar o organismo a se acostumar com a altitude.

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AMÉRICA


Uma rua que começa em Ilhéus e vai dar no meu coração
nessa rua passam meus pais, meus tios,
passa também uma escola - o mapa - o mundo de todas as cores
Sei que há países roxos, ilhas brancas, promotórios azuis
A terra é mais colorida do que redonda, os nomes gravam-se
em amarelo, em vermelho, em preto, no fundo cinza da infância
América, muitas vezes viajei nas tuas tintas
Sempre me perdia, não era fácil voltar
o navio estava na sala
como rodava


Trecho de América - Carlos Drummond de Andrade
com licença poética para incluir o nome da minha cidade natal

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sábado, 16 de setembro de 2017

NATUREZA LATINO AMERICANA

Quem disse que a gente precisa ir muito longe ou gastar muito dinheiro para fazer viagens incríveis. Há paisagens de tirar o folego, pertinho de nós, no nosso continente. 

Sou apaixonada pela América do Sul. Sempre que posso pego a estrada (ou um voo) e saio por ai.  A proximidade facilita a circulação, e, estando atentos podemos conseguir promoções de passagens ou resgatar milhas e "viajar de graça".

Há de tudo no nosso pedaço: desertos, geleiras, florestas, vulcões, picos nevados, montanhas. Selecionei cinco paraísos naturais que visitei na America do Sul e cinco desejos de viagem. 

A primeira escolha é um patrimônio natural compartilhado por Brasil e Argentina, as Cataratas do Iguaçu. Uma dessas maravilhas da natureza que nos deixa boquiabertos. Quer ver mais, aqui



Outra grande expressão da natureza é o Deserto de Atacama no Chile. Na imensidão desértica muitas surpresas nos aguardam. O local que mais me impactou foram as Lagoas Altiplanas. Mais aqui



As ilhas Galápagos no Equador tem muita história, foram um dos pontos importantes da viagem de Charles Darwin e observando os as diferenças entre as aves das diversas ilhas o estudioso pode começar a formulação da sua teoria de evolução da espécies.






E o sul do Chile, com seus lagos, rios e vulcões.




Tem ainda a experiencia caminhar pela avenida dos vulcões no Equador que não consegui trazer as fotos mas dá pra ver aqui... entre os vulcões  

Os locais que preciso visitar.

  • Lago Titicaca, Bolívia/ Peru
  • O Vale Sagrado no Peru
  • A Patagônia Argentina e a Chilena
  • Arquipélago Fernando Noronha
  • Salar de Uyuni, na Bolívia


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terça-feira, 11 de julho de 2017

DAS RAZÕES DE VIVER E MORRER

Recebo com tristeza a noticia de que o filho de uma grande amiga desistiu de viver após a morte do seu grande amor.

Que angústias existenciais podem levar alguém a desistir de viver quando tem diante de si tantas possibilidades, esta cercado de afeto e sua vida dá sentido a vida de outras pessoas?

Veio a mente a canção de Gonzaguinha que define a vida "como o sopro do Criador/ numa atitude repleta de amor" e diante da dessa beleza conclui que "ninguém quer a morte / só saúde e sorte".

Mas quem entre nós nunca pensou, pelo menos uma vez na vida, em buscar a morte? Depois os sentimentos se organizam e conseguimos restabelecer equilíbrio e prosseguir. Entretanto há os que não conseguem. Como entender essa decisão?

Leio um artigo sobre o tema, descubro as estatísticas com espanto: a cada 40 segundos alguém tira a vida no mundo. Entre as muitas reflexões feitas, me chamou atenção a fala de uma pesquisadora que conclui que o indivíduo, afogado nas suas próprias emoções, em confusão mental, não quer de fato morrer, mas busca uma saída para a angústia que em se encontra, e encara a sua decisão como um passe de mágica, como se pudesse recomeçar, ter uma nova chance ou busca um jeito de acelerar o reencontro com pessoas queridas já mortas.

Acredito que nos cabe compreender, não julgar quem partiu e, sobretudo, apoiar os familiares que vivem a dor da perda.

Mais ainda, conhecer sobre o tema, ( recomendo a leitura do artigo link abaixo) e nos preparar para enfrentar nossos momentos de angústia e/ou ser escuta e apoio a alguém em um momento de aflição.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ATÉ O ÚLTIMO HOMEM - CRITICA DE FILME

Confesso que tenho uma certa resistência com filmes de guerra e também dificuldade com o estilo Mel Gibson de apresentar violência, beirando ao sadismo. (Tive horror a sua concepção da obra A Paixão de Cristo). Entretanto, ouvi tantas boas criticas ao filme que resolvi apostar.

A trama é inspirada na quase inacreditável história real de Desmond Doss (interpretado pelo ator Andrew Garfield, concorre ao Oscar), um americano, que alistou-se no exército após se sensibilizar as dificuldades enfrentadas pelo seu país na 2ª Grande Guerra, mas, por conta da sua crença adota a postura de Objetor da Consciência, isto é, recusava-se a portar armas durante o conflito, acreditando que seu dever não era tirar vidas mas preservá-las através dos cuidados médicos.

A narrativa é simples mas bem construída. Na primeira parte, o filme caracteriza o personagem, seus dramas familiares, a relação com a religião, elaborando a origem da sua aversão à violência. O toque divertido fica por conta do envolvimento amoroso com a enfermeira Dorothy, com suas inexperientes investidas românticas.

Segue-se a decisão de alistar-se no exército e a difícil adaptação à vida militar diante da decisão de não usar armas. O capitão do pelotão (Vince Vaughn)  que encarna o estilo "militar nervoso",  através um jogo de atitudes e vai fazendo como que o soldado  seja isolado e até agredido pelos seus colegas militares, em função da sua crença. E o difícil processo chega ao auge quando ele é levado a Corte Marcial do Exercito por desobediência e finalmente liberado para lutar desarmado.

Toda essa preparação nos leva para o clímax da história, a atuação e a redenção do personagem, em Okinawa, a batalha de toma do desfiladeiro de Hacksaw, uma zona crucial para dominação do território japonês. Ai, entra a forma explosiva de Gibson de construir as sequência de ação. A câmara move-se através dos campos de batalha captando cada detalhe grotesco, numa intensidade e num realismo inquietantes. E é nesse cenário verdadeiramente infernal que postura de ajudar e a preocupação com o sofrimento de Desmond tem momentos emocionantes.

Do meu ponto de vista houve um certo exagero não só na exposição da violência da guerra (o estilo do diretor) e uma preocupação em enaltecer demasiadamente o personagem quase um "herói divino",  tudo com o objetivo claro de "demonização" dos soldados japoneses e consequente glorificação das tropas americanas. Mas afinal os vencedores constroem as suas próprias visões.

Guerra, heroísmo e religião são temas caros para Gibson e para a maioria dos americanos e ele consegue fazer um filme com qualidades artísticas e que tem tudo para agradar ao publico.


Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) — EUA, 2016
Direção:
 
Mel Gibson
Roteiro: Robert Schenkkan e Andrew Knight
Elenco: Andrew Garfield, Teresa Palmer, Vince Vaughn, Hugo Weaving, Sam Worthington, Rachel Griffiths, Luke Bracey
Duração: 139 min

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO - FILME

Existem histórias reais que precisam ser contadas, e essa merece, até para que sejam relembradas as dificuldades de conviver com odiosa segregação dos afro descendentes.

Década de sessenta três mulheres brilhantes que trabalham na Nasa, situada numa Florida segregacionista, embora extremamente inteligentes, elas ocupam postos inferiores, por serem mulheres e por serem negras. E o desafio é encontrar oportunidade de mostrar suas aptidões, mesmo que para isso tenham que enfrentar humilhações cotidianas.

A personagem principal Katerine Johnson, por exemplo, tinha uma inteligencia matemática brilhante, é convocada para contribuir no calculo da trajetória dos foguetes, e, apesar da significativa contribuição que dá ao projeto, recebe a hostilidade velada dos colegas e tem que caminhar quase um quilometro para utilizar o sanitário para “pessoas de cor”, que fica em outro bloco.

Já Mary Jackson, mesmo com o talento incomum para aprimoramento técnico dos testes da capsula espacial no 'túnel de vento", não consegue sair do cargo de assistente para tornar-se uma engenheira plena. Para entrar numa “universidade de brancos”, teve que travar uma batalha jurídica.

Dorothy Vaughan, a terceira personagem, tem outro desafio, descobrir como programar a nova maquina processadora de dados (o computador) e compartilhar o conhecimento com as colegas, já que os empregos estão ameaçados, fazer-se útil é o caminho.

O filme opta pelos caminho cinematográfico mais tradicional, seguindo uma sequencia temporal, dando uma “suavisada” vamos dizer assim, nas consequências da segregação são mostras com um relativo bom humor. Mas a força da história e o desempenho das atrizes conseguem tornar o filme interessante.

E certamente vai inspirar muitas meninas a conquistar seus espaços profissionais e pessoais. E lembrar que, mesmo com direitos civis conquistados, o preconceito ainda se mantem, de forma mais sutil.

Quer saber mais das cientistas que inspiraram o filme e o livro, leia a matéria.


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