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domingo, 24 de março de 2019

MINAS MODERNISTA



Belo Horizonte surgiu do anseio do novo. A antiga capital não apresentava mais condição física e imaginaria para abrigar o sonho republicano de ser moderno. E a nova capital, diferente da maioria das cidades brasileiras, foi uma cidade projetada. O urbanista Aarão Reis, idealizou traçado urbano octagonal, sobreposto a uma malha de grandes avenidas em diagonal (veja no mapa). Era a negação das formas coloniais. Mas a cidade cresceu além da conta, e escapou do perímetro da Avenida do Contorno.



No fluxo das idéias modernizadoras século XX, a partir das décadas de 30 e 40, o crescimento desordenado deixa a cidade cada vez mais distante do sonho. Entra em cena Juscelino Kubitscek, prefeito de Belo Horizonte, com um projeto urbanístico baseado no conceito de cidade jardim. A construção do complexo da Pampulha com novas possibilidades estéticas da arquitetura.


E Niemeyer brilha na Pampulha, junto com Portinari




Choveu muito durante a nossa visita a Pampulha e só dispúnhamos de parte da tarde. Não pudemos visitar algumas das obras significativas com conjunto arquitetônico. A casa do Baile 



e o Museu de Arte Moderna. 




Mas visitamos a Casa Museu residencia de Jucelino e Sarah. Projeto de Niemeyer, a arquitetura da casa e o designer dos moveis são bem representativos do modernismo.





Existem outras obras arquitetônicas representativas do modernismo em Minas. De diversos arquitetos mineiros.



Na praça da Liberdade, por exemplo, o icônico edifício Niemeyer, com seus 12 pavimentos em curvas e a fachada recoberta de placas horizontais sobrepostas. Moraram aqui durante muito tempo o ex-presidente Tancredo Neves e D. Risoleta. 


Também é do arquiteto Niemeyer o prédio da biblioteca Estadual, na mesma praça, que aparece no inicio desta postagem. Posteriormente foram acrescentadas as estátuas em bronze de escritores mineiros ilustres: Fernando Sabino, Otto Lara Rezende, Paulo Mendes Campos e Hélio Peregrino.

 Postando como Tucha    


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EH MINAS...



Guimarães Rosa escreveu sobre o estado: “Minas são muitas. Porém poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais”. Já estivemos algumas vezes por aqui, mas desta vez tentamos ir com calma, na busca de contemplar algumas das faces mineiras.


Começamos pelo Circuito Cultural da Praça da Liberdade. A praça fica na confluência de quadro grandes avenidas, era o ponto mais elevado da cidade na época da fundação e aqui ficava o poder político da cidade, a sede do governo - o Palácio da Liberdade (foto 1)- e as Secretarias de Estado. Quando a administração pública foi transferida para um outro local, os prédios foram transformados em centros culturais e museus.


Os prédios refletem a arquitetura do final do Século XIX e, nas décadas de 50 e 60 do século 20, Niemeyer deixou sua marca em dois prédios (vamos falar deles depois). Começamos pelo Centro Cultural do Banco do Brasil, antigo prédio da Secretaria de Segurança Pública.


No local ocorrem exposições temporárias de arte. E funciona um café / restaurante.


    Outra visita interessante é o Memorial de Minas, em Belo Horizonte. Aqui as diversas salas trazem um pouco da história, das artes mineiras fazendo com que a gente entre no espirito das Minas Gerais.



Não há uma sequência determinada para fazer o roteiro da visita. Cada pessoa faz o seu percurso, seguindo os seus interesses e disponibilidade de tempo.
Sugiro começar pelo primeiro piso com os mineiros ilustres.


O primeiro deles é o escritor Guimarães Rosa, que com a sua prosa traduziu a beleza do falar cotidiano do povo dos sertões de Minas.



A sala seguinte homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade, com uma instalação onde os seus poemas foram bordados em paletós ou impressos em camisas.





Na arte fotográfica o destaque é para Sebastião Salgado. 


E tem muito mais: vídeo sobre a história de Belo Horizonte, personagens que contam a história da Inconfidência Mineira.... 



Além das artes em cerâmica do Vale do Jequitinhonha...


Saiba mais sobre o Memorial Minas Gerais aqui e escolha o seu roteiro.


Quem estiver com crianças acho que eles vão gostar de visitar o Espaço do conhecimento da UFMG, onde há um planetário ou a Museu das Minas e do Metal.

Depois deste primeiro encontro, podemos então buscar as várias outras camadas de Minas: a barroca, a histórica, a modernista....

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sábado, 23 de março de 2019

SANTA TEREZA - PARQUE DAS RUINAS


Fazia tempo que queria conhecer o Parque das Ruínas, em Santa Tereza, aproveitei a manhã livre antes do retorno para ir até lá. O lugar é perfeito para que se possa desfrutar de tranqüilidade para conversar e contemplar a bela paisagem da baía de Guanabara.


O parque foi planejado aproveitando as ruínas de um casarão cheio de história. Segundo li, foi construído em 1906 pela baronesa de Parina, posteriormente pertenceu a um médico homeopata, Joaquim Murtinho Nobre, personagem de destaque na Velha República.


Mas a homenageada no centro é Laurinda Santos Lobo. Está senhora era uma mercenas na Belle Epoque carioca, inicio do século 20, quando o Rio ainda era Capital da Republica, que recebia em sua casa, intelectuais e artistas. 



Entre as celebridades que estiveram na casa, destaca-se Isadora Duncan, pioneira da dança moderna que se apresentou no Teatro Municipal em 1916, e o escritor Anatole France. O brasileiro Heitor vila Lobos, também frequentou os salões e lá tocou. Em homenagem a Laurinda, Villa Lobos compôs a peça Quattour-Impressões da Vida Mundana.

Em 1996, a prefeitura adquiriu o imóvel e o transformou num centro cultural, num projeto surpreendente do arquiteto Ernani Freitas e Sonia Lopes, que utilizando estruturas de ferro e vidro fortalecem as ruínas do casarão e criam espaços de circulação em vários níveis.

O centro cultural conta com salas de exposições, auditório e um acervo fotográfico.

Ao lado fica a Chácara do Céu, uma casa modernista que pertenceu ao colecionador de arte Castro Maya, que tem amplos jardins. O museu tem um acervo com desenhos, pinturas e gravuras de artistas internacionais famosos como Matisse, Modigiani, Degas, Miró. Além dos brasileiros, como di Cavalcanti, Iberê Camargo, Portinari.




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segunda-feira, 18 de março de 2019

TEATRO MUNICIPAL DO RIO

Sempre que ia ao Rio de Janeiro passava pelo Teatro Municipal o considerava um dos prédios mais imponentes da cidade, admirava o visual externo  entretanto, nunca havia tido oportunidade de conhecer o interior. Na última viagem fiz uma visita guiada e foi maravilhoso.


Além de circular no espaço, o guia conta um pouco da história do teatro: curiosidades do projeto, os artistas que criaram as obras de arte que o decoram, os espetáculos significativos...



Inaugurado em 1909, uma época em que o Rio buscava modernidade e luxo, cada detalhe reflete este objetivo. Dizem que pretendiam fazer uma versão tropical da Ópera Garnier, de Paris. O que vocês acham?



A visita começa pelo subsolo, o Salão Assyrio, com uma inspiração totalmente diferente do estilo renascentista predominante. Tudo aqui lembra a região da Babilônia e da Assyrua, paredes revestidas com cerâmica esmaltada e seres alados Kerub que protegem as escadas do salão.



Este espaço já recebeu bailes de mascaras no carnaval, restaurante, café e hoje é utilizado apenas eventualmente.




Uma passagem rápida pelo hall dos bustos, com representação das pessoas que foram importantes para o Teatro. 

Chegamos então a belíssima sala de espetáculo. 

Usando as cores dourada e vermelha, a sala é incrível... fiquei imaginando um espetáculo de balé por aqui. São mais de 2 mil lugares, distribuídos na sala principal e os camarotes.



Uma das principais atrações está sob nossas cabeças, o enorme lustre do teto, com mais de cem lâmpadas e pendentes de cristal. Está lá também a obra a Dança das Horas, de Eliseu Visconti. Dançarinas sobre cores claras representando as horas do dia, e sobre cores escuras, as horas na noite.  


Outra obra de Visconti, estão no friso sobre o palco, também dançarinas. A obra que não podemos ver é o Pano de Boca, que por razões de preservação não é mais arriado.



Chegamos a majestosa escadaria principal do Teatro, ladeada por esculturas de mármore de Carrara e luminárias inglesas. 

Para cima três incríveis virais, que representam as musas protetoras das artes: a dança, o teatro e a música.



A varanda externa também tem seu requinte com teto revestido de cerâmica esmaltada e lustres metálicos.

Até as ruas do centro do Rio ganham outra beleza vistas pelos vidros bisotados  das janelas do Teatro.




  Valeu muito a pena conhecer esta obra arquitetônica tão representativa da sua época.











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domingo, 17 de março de 2019

VITERBO

Seguindo a sugestão da amiga que nos hospedava fomos a Viterbo, uma pequena cidade da comuna do Lácio, fica há poucas horas de Roma.


A cidade esta claramente dividida em duas partes: o centro histórico, dentro das muralhas, e a parte moderna, fora delas. Nosso passeio se concentrou na parte mais interessante, a antiga.


Caminhar pelo bairro de San Pellegrino, deixa a sensação de retornar a época medieval, ruas estreitas, casas, pórticos feitos em pedras. 



Passamos o dia na pequena cidade andando calmamente pelas ruelas, descobrindo pequenas praças arborizadas, chafarizes,  fotografando janelas  e escadas ornadas com flores.





A praça de San Lorenzo é a alma da Viterbo medieval. Estão lá catedral de San Lorenzo, que segundo a lenda, foi construída num local onde havia um templo dedicado a Hercules. Sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. Nos bombardeios da 2ª Guerra Mundial o prédio foi bastante danificado e teve que ser recuperado.


Do lado oposto o Palazzo dei Papi, uma obra de arte da arquitetura medieval, ele pode ser visitado internamente.


A cidade teve um papel fundamental na história da Igreja Católica, nos séculos XI e XII, pois os papas consideravam Roma insegura e se refugiavam na cidade. Por 24 anos, de 1257 a 1271, a cidade foi sede do papado.


Um fato interessante é que no tempo que a sede do papado era aqui, ocorreu um das mais longas reuniões de cardeais para escolhas do pontífice, foram 33 meses. Contam que só terminou porque alguém fechou à chave (cum clave - dai surgiu o nome conclave), racionando água e alimento dos cardeais, obrigando-os a acelerar o processo. 


Existem muitos restaurantes, com diferentes perfis. Como o calor era grande, escolhemos um com mesas ao ar livre, próximo a um chafariz. A massa estava perfeita, a sobremesa também.


A cidade tem também pequenas lojas de artes. Fotografei um dos artista concentrado no seu trabalho.



Foi um dia bem interessante o que passamos na pequena Viterbo.




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