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quarta-feira, 25 de maio de 2011

LINGUAGEM DOS SINAIS - RESENHA DE LIVRO





O livro me captou pelo padrão narrativo, simples e envolvente. As histórias cativam não por serem surpreendentes, mas pelas vivências dos personagens e as suas estranhezas.

São contos que se entrelaçam, unidos pelo fio condutor das artimanhas da memória e do esquecimento. O passado retorna evocado por objetos como um vaso de Murano ou um cobertor xadrez, ou não volta, como para o idoso desmemoriado num vôo para Lisboa, que só consegue lembrar que precisa ir para Faro.

Outro elo de ligação entre os contos são personagens que se repetem, um deles Laos, que poderíamos chamar de protagonista (se tratássemos de um romance) relembra momentos específicos da sua vida, a relação com os pais, e com Antonia (que dá título a um dos livros) sua ex esposa.

A estranha mulher é especialista na linguagem dos sinais e apaixonada por dois personagens históricos Beethoven e Goya, que enfrentaram problemas auditivos, sem deixar que isto atrapalhasse a expressão dos seus talentos. A incomunicabilidade entre o casal é marcante. Ele parece perdido, sem saber porque permanece na relação, ela conversa consigo mesma através da linguagem dos sinais ou expressa sentimentos através das músicas de Beethoven (“ele tem música para todas as ocasiões”).

A leitura das história realmente prendeu e remeteu a música de
Beethoven, voltei a ouvir e me encantar com algumas delas, e fiquei surpresa com alguns detalhes da biografia de Goya, que desconhecia, e curiosa, conferi (via internet é claro) algumas obras do período negro do pintor.

Quem quiser calma ouça a Sinfonial Pastoral, a anexei aqui para o seu deleite.

3 comentários:

José Sousa 26 de maio de 2011 06:08  

Oi linda Tucha!
Mais um texto interessante.
Vá até meu Transpondo Barreiras.

Um bejinho.

RAMON(ES) 29 de maio de 2011 10:27  

A história é bem curiosa, parece interessante.

Bergilde Croce 30 de maio de 2011 06:38  

É interessante o modo como certas leituras nos fazem introjetar e associar a elas outros elementos como no seu exemplo da música.Isso só pode fazer um grande bem e demonstra a sensibilidade de quem lê!
Abraços,

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