#navbar-iframe { height: 0px; visibility: hidden; display: none; }

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

AH! O AMOR!!!

O amor é dado de graça, é semeado no vento, na cacheira, no
eclipse
Carlos Drummond de Andrade


Pode ser apenas mero acaso, mas neste ano regido astrologicamente por Vênus, parece que o amor está no ar, pelo menos ao meu redor. Amores que começam, amores que recomeçam, amores que se reafirmam.

Casaram hoje Anabel e Carlos, minha querida prima e meu querido amigo. A distância geográfica e as responsabilidade profissionais me deixaram ausente da cerimônia, do abraço, da festa. Tento, como a Georgia do Saia Justa me fazer presente nas palavras.

Sei que sentimentos não podem ser prometidos, pois não dependem da nossa vontade. Mas algumas promessas podem ser feitas, especialmente entre adultos, experientes, verdadeiros, que querem estar juntos por puro prazer. Bel fez as suas promessas matrimoniais de forma bem realista. Carlos também deve ter feito as suas. E reafirmam hoje, diante do juiz, a sua vontade de dividir deveres, bens e males.

Entretanto, mais que a formalidade jurídica, que o ritual de celebração, há um outro ritual, secreto, feito com água, terra e ar, maravilhas da natureza, um ritual de cumplicidade, de intimidade, de afeto. Tenho certeza, pelo olhar carinhoso de um para o outro que vi nos nossos encontros, de que eles já fizeram.

O amor não precisa de papéis, de altares, Drummond diz que ele "é dado de graça, semeado no vento", Rubens Alves diz que sempre que "quando ele acontece o arco-íris aparece: a promessa de Deus, porque Deus é amor".

O amor precisa de confissões, de declarações "Eu sei que vou te amar/ por toda minha vida eu vou te amar" (Vinicius); "Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo tua matéria, fauna e flora... Te amo com uma memória imperecível" (Adélia Prado).

O amor precisa de um investimento cotidiano: de gestos de carinho, de atitudes de compreensão, de conversas sinceras, de sorrisos abertos, de bom sexo. Tenho certeza de que Anabel e Carlos vão saber honrar este amor do tempo de madureza e vão saborear os seus frutos.

Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus-ou foi talvez o Diabo-deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.

Carlos Drummond de Andrade - Campo das flores

5 comentários:

Georgia 27 de fevereiro de 2010 08:21  

Ah, que pena que você nao pode ir, eu se tivesse geograficamente no Brasil teria ido.

Pena, nao?

Um lindo texto o seu.

Bom fim de semana

Bjao

Bel 27 de fevereiro de 2010 22:45  

Querida...
As fotos ainda não saíram, estou com um trabalho grande para ordená-las, selecioná-las e editá-las... mas espero fazer isso ainda amanhã.
Sua mãe esteve, sim, lhe representando, e seu nome tava na barra do meu vestido, como prometido!!! (risos, muitos risos)
(Sei que não precisa, mas... a gente sempre pode dar uma ajudinha com as "simpatias", não é?
Marido e eu ficamos sensibilizados e emocionados com o presente que foi este post.
Você está quase perdoada por não ter vindo!

Beijoooooo (e boa viagem!)

celeste cardoso 28 de fevereiro de 2010 00:24  

Lindo texto....lindo blog. Parabéns.
A paz de Cristo pra vc...e quando der, dá uma passadinha pra conhecer meu blog (Cantando Deus), ele ainda é novinho, não sei trabalhar com ele direito, mas é feito com amor,pra divulgar a palavra desse nosso Deus ma-ra-vi-lho-so.

Dalva 28 de fevereiro de 2010 18:46  

Que lindo post, Tucha, uma bela homenagem aos amigos. Felicidades para eles, que já a transmitem pelo olhar...

Deliciosos os textos que vc escolheu do Drummond e do R. Alves.

Bjs.

Bergilde Croce 2 de março de 2010 14:40  

Tucha,"o Amor tem feito coisas que até mesmo Deus duvida,já curou desenganados,já fechou tantas feridas..."Lembrei dessa música do Ivan Lins lendo sua postagem porque sou testemunha viva de que só o Amor é capaz de grandes transformações sempre.Parabéns aos 'neoesposos'e a você pela homenagem.Abraços,Bergilde

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO