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sábado, 30 de janeiro de 2010

O AMOR E AS CANÇÕES

Fiquei viajando no papel da música para expressão dos nossos sentimentos. O amor as canções, por exemplo, estão quase sempre entrelaçados. Lembra quando estudávamos literatura portuguesa, e começávamos conhecendo os trovadores, figuras que compunham poemas-melodias. Literatura e música mescladas, e uma das grandes motivações era o amor. As Canções de amor, onde o cavaleiro destinava belos versos a uma amada idealizada.

Não tenho dúvida que elas serviram de origem as serenatas. Ela é uma cena que fica nosso imaginário romântico: o apaixonado, cantando debaixo de uma janela, faz a sua declaração de amor. Produzi-las exigiam do pretendente, amigos músicos, um repertório bem escolhido e uma voz minimamente afinada. Para não correr o risco de levar um balde de água fria na cabeça.

Depois os amantes receberam uma ajuda tecnológica, o recado amoroso ia através dos auto falantes das praças. Acredito que somente quando se tinha alguma certeza de que a moça tinha interesse, uma música era dedicada. Depois dos olhares furtivos nos passeios da praça, recados trocados pela intermediação de amigos. E, os mais precavidos, ainda sob um pseudônimo secreto, para que a família da moça não descobrisse.


Deste período destaquei Rosa, de Pixinguinha e Otávio de Souza, uma música que para mim tem uma das letras mais bem elaboradas que já vi. A amada continua idealizada, como nas canções do trovadorismo. É a conquista amorosa não era fácil...



Foi lá no tempo dos nossos avós. Entretanto, mesmo na geração seguinte, com um pouco mais de proximidade entre homens e mulheres, a conquista amorosa era um processo. Veríssimo nos conta na crônica De volta ao granido, que "o homem pedia a mulher em namoro, pedia a mulher em casamento, e, quando finalmente podia dormir com ela, era como chegar no guichê certo depois de preencher todas as formalidades, reconhecer todas as firmas e esperar que chamassem a sua senha.”

Mas as canções ajudavam. Tem uma, por exemplo, da bossa nova, que é um pedido clássíco de namoro. Se o moço cantasse olhando nos olhos então, dificilmente a resistência seria intransponível.



A minha geração protagonizou transtormações sociais significativas, as relações amorosas não são mais as mesmas, mas as canções premanecem, declarando o amor. Entre muitas, escolho Mania de você, destaco o papel ativo da mulher na declaração de amor e tom mais erótico das propostas.

O amor prossegue inspirando grandes canções, elas vão cantando dores e delícias deste sentimento eterno. Qual a sua favorita.


8 comentários:

RAMON(ES) 30 de janeiro de 2010 13:39  

E viva as canções de amor!

Bergilde Croce 30 de janeiro de 2010 13:52  

Tucha,como são belas as suas impressões sobre esse tema também tão envolvente.A música para mim é como o pão-eu tenho que saboreá-la diariamente e posso dizer que compartilho seu gosto pelas canções aqui registradas.Rosa,por exemplo, é uma grande declaração de Amor,muito comovente e é difícil encontrar composições hoje assim,estudei na escola,ouvia em casa minha mãe cantar e até memorizei a letra.Não tenho uma única música preferida,mas várias dependendo do momento,gosto do estilo New Age,celta eclético das composições das composições de Loreena Mckennitt-visite o site oficial desta grande Estrela da música contemporânea- (www.quinlanroad.com)

Maína Pinillos Prates 30 de janeiro de 2010 16:48  

Quero me casar com Chico Buarque!

Bel 30 de janeiro de 2010 22:22  

A música que reflete bem a relação amorosa contemporânea é Amor e Sexo, de Rita Lee. Perfeita!!!
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...

Georgia 1 de fevereiro de 2010 11:35  

Lindo seu post, Tucha. Eu adoro Luiza de Antonio Carlos Jobim:

http://www.youtube.com/watch?v=q4-V2yGjLjM&feature=related


Ah, se os homens pudessem voltar a ser cavalheiros que bom seria...fica o desejo...

Boa semana

Bjao

Dalva 1 de fevereiro de 2010 16:01  

Oi, Tucha!

As canções e o amor sempre andam juntas, não importa a época. O romantismo é que mudou um pouquinho de cara... rsrs. Adoro a música do Carlinhos Lyra, é a minha preferida!

Lindo post!

Bjs.

Paula 1 de fevereiro de 2010 17:15  

Oi Tucha!
Boas escolhas, as duas são ótimas músicas, mas Mania de Vc é mais a minha cara.
Bjos,
Paulinha

Dan 3 de fevereiro de 2010 13:07  

Oi Tucha,

Adoro musica, agora mesmo no computador ela é minha amiga inseparavel, estou ouvindo James Taylor. Muito legal o post e belas musicas de amor. Hoje também escrevi sobre musica, mas relacionada com futebol,dê uma passada por meu blog e leia lá. Como sempre você é bemvinda.

Abração

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