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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

HERBERT DE PERTO


O cinema nacional redescobriu o documentário, um gênero que trás outro olhar sobre pessoas e acontecimentos. Estão em moda especialmente documentários que abordam a vida de figuras da nossa música popular. Só para citar alguns: Ninguém Sabe o duro que dei, sobre Simonal, A Vida parece uma festa, sobre os Titãs, Coração Vagabundo, com Caetano Veloso .

Ontem, vi em pré estréia, numa cortesia das Lojas Nina , Hebert de perto, um filme que resgata momentos da carreira de 20 anos dos Paralamas do Sucesso e da tragédia ocorrida com o seu vocalista o Hebert Vianna.

Os Paralamas surgiram nos anos 80 e refletem o estilo da época com um rock alegre, com suigue de regge. Cantam o amor e trazem também a pimenta da critica sobre o cotidiano do país.

Meteram a poesia onde devia e não devia
Lá vem o poeta com sua coroa de louro, agrião, pimenta, boldo
O poeta é a pimenta do planeta (malagueta!)
(Assassinaram a gramática)

Hebert, Bi e Barone refletem sobre a desigualdade sociais brasileiras em Alagados.

Todo dia o sol da manhã vem e lhes desafia
Traz do sonho por mundo quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos. Filhos da mesma agonia
E a cidade que braços abertos num cartão postal
Com os punhos fechados da vida real
lhes nega oportunidades, mostra a face do mal.

Criticam a condução da vida política do país em Que país é esse?

Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse. Que país é esse.

São intensamente delicados quando falam de amor.

Posso te falar do medo / do meu desejo/ do meu amor

Posso te falar da tarde que cai / e aos pouco deixa ver/
no céu a lua/ que um dia eu te dei

Gosto de fechar os olhos / Fugir do tempo/ De me perder
Posso até perder a hora / Mas sei que já passou das seis

As imagens trazem, fragmentos de momentos de grade sucesso, intercalados com momentos de Hebert no seu cotidiano familiar, a energia dos shows através da América do Sul (especialmente na Argentina). As aparições e depoimentos de Luci, esposa e mãe dos três filhos do cantor, refletem a felicidade e estabilidade amorosa do casal: "Nosso amor foi honesto e curioso", ele diz.

A abordagem mais difícil certamente é a do acidente ocorrido em 2001, que comoveu o país , onde o ultra leve que pilotava caiu no litoral sul do Rio de Janeiro e ocasionou a morte de Luci e deixou Hebert em estado grave. Mas os diretores conseguiram falar sobre o episódio sem descambar para o dramalhão.

O mais interessante do filme é o acompanhar da trajetória da recuperação e todas as dificuldades. A persistência e obstinação de Hebert em lutar pela sua sobrevivência, apoiado pela força da família, dos parceiros Bi e Barone e outros amigos. Sem dúvida que os estímulos a memória através da música e do afeto foram fundamentais para o êxito.

Acredito que os diretores conseguiram fazer uma produção emotiva, sem ser piegas, nem apelativa. O filme cativa pelas falas sinceras da família, dos amigos e também pela alegria e vontade de se sobrepor a dor das perdas.

É significativa esta fala do cantor: "Nesse estágio pós acidente é tão intensa a alegria do retorno, de abrir os olhos e estar vivo de novo, que eu quero celebre isso com eles. Para que as pessoas que expressaram tanto carinho, eu gostria de abrir esse panorama com a luz da solidez e da alegria familiar".

1 comentários:

Georgia 26 de outubro de 2009 04:04  

Ai Tucha, eu acompanhei bem a vida dele e gostava demais dos Paralamas de sucesso; era mesmo um verdadeiro sucesso.

Bjus

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