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sexta-feira, 10 de maio de 2013

MATERNIDADE



Alegrias e desassossegos da maternidade ocorrem a quase todas nós através da vida. Afinal, ser mãe apesar de deliciosa, não é tarefa fácil. A vontade de escrever sobre o tema chegou inspirada pelas reflexões de outra mãe, a psicanalista Betty Milan, no livro Carta ao Filho.

Inicialmente como uma tentativa de estabelecer um canal de comunicação com o jovem numa crise, a carta terminou virando um livro quando a autora percebeu a universalidade da proposta. A ponte entre mãe e filho vai se reconstruindo através das palavras. A mãe fala das suas origens familiares, das descobertas intelectuais que a transformaram, dos amores, das viagens, dos livros que escreveu. Vasculha o passado na esperança de entender o que degringolou na relação com o filho e avaliar se é possível reinventá-la.

A identificação com a autora vem do fato do filho a quem a carta se destina, ter idade semelhante aos meus, já adultos e de temos vivido a maternidade num mundo em absoluta transformação depois de Woodstock, da liberação sexual, da revolução feminina.  Será que nos tornamos mães menos opressoras que as das gerações passadas? Será que tendo tantas tarefas, profissionais e pessoais a conciliar fomos mães melhores?

Destaco algumas reflexões sobre a maternidade. A constatação de que uma mãe não pode servir de modelo para outra, pois “cada filho é único, e cada mãe terá que ser única também”. Sendo assim, aprendemos a ser mães com os nossos filhos. E relata a fala de Lacan, quando ela grávida lhe contou em analise a angustia de não lembrava as canções de ninar da mãe: “Para o filho, você inventa uma canção nova.”

Confessa que o apego excessivo ao filho pode ter dificultado a relação e conclui que “Ser mãe também é a arte de se separar na hora certa”.

A maternidade primeiro requer a presença quase contínua da mãe. Depois, a ausência. Duas atitudes opostas! A mesma mãe, que esteve disponível e presente o tempo todo, deve renunciar ao convívio e aceitar que o filho viva para si. Noutras palavras, ela não se dedica menos do que o necessário quando o filho é pequeno, não poupa esforços e não cobra quando ele é adulto. Aceita e bendiz a falta que ele faz, dizendo talvez que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Trata-se de uma relação desigual, que não pode ser confundida com uma relação de amizade, pois não há nada de obrigação na amizade.

Recordando a minhas dificuldades nas partidas dos filhos para os seus vôos solos percebo que  embora distintas, somos, todas nós mães, ironicamente iguais. E o meu exercício atual,  como o da autora, “é comer o pão da vida até a última migalha”.  Na maturidade, mais que nunca, estamos atentos a viver intensamente a vida, pois não sabemos o quanto ela vai durar. 

4 comentários:

Georgia Aegerter 11 de maio de 2013 10:28  

Deve ser um livro super interessante.

Um lindo dia das maes pra você.

Bjao

Mary 12 de maio de 2013 03:13  

gostei muito dos teus comentários.. este deve ser um livro e tanto, vou tentar encontrar pra ler, não sou mãe ainda, mas quem sabe ele me ajuda a entender um tanto mais alguns pensamentos da minha mãe.. beijos mil amiga, ótimo domingo e Feliz e Abençoado Dia das Mães..

Bergilde 13 de maio de 2013 07:24  

Não é fácil ser mãe mas é um dom maravilhoso!Já lí este livro e recomendo também pois é fantástico com uma visão muito realista desta nossa função.
Abraço e bom começo de semana pra você!

Bel 31 de maio de 2013 08:11  

Ai ai, sem comentários.

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