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terça-feira, 5 de março de 2013

O LADO BOM DA VIDA


Acredito, sinceramente, no valor dos pequenos prazeres. Todos os dias faço o possível para encontrar os meus aqui, acolá, do jeito que dá. Estou parcialmente de férias, (trabalhando apenas um turno) e tenho aproveitado para fazer o que gosto.

Andar pela cidade nas tardes com olhos de turista sempre desperta em mim uma felicidade única. Ver um por do sol na Barra, tomar um sorvete na Ribeira, almoçar com amigos sem ter pressa pra voltar ao trabalho.

Imaginar que sou dona do meu tempo, que nenhuma reunião me aguarda,  nada é urgente, e que a vida cotidiana persiste enquanto embarco livremente numa fantasia bem contada é um dos prazeres que mais valorizo na vida. Simples, barato, mas nem sempre disponível. Ir a um cinema às duas da tarde, em plena segunda-feira, com um precinho camarada é uma delícia.

Foi com esse espírito que assisti, ao filme americano O lado bom da vida. Uma comédia romântica, sem que isso seja um demérito. Não é daqueles caça-níqueis explícitos, que podem divertir ou lamentar a escolha e o dinheiro gasto.

De um lado Pat, representado pelo bonitão Bradley Cooper, um rapaz bipolar que tenta retomar a sua vida, apoiado pela família, depois de uma internação psiquiátrica. Do outro Tiffany, a bela Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar de melhor atriz), a mocinha igualmente complicada que tem compulsão por sexo, depois da perda do marido assassinado.

A história emociona, diverte e nos faz refletir sobre os transtornos mentais. O que vemos na tela é uma versão lifht, romantizada digamos assim, sobre a realidade das famílias que convivem com este tipo de doença.

Na trama o transtorno eclodem apos um trauma, adoece apos surpreender a traição da mulher tendo ao fundo a música tema da sua cerimônia de casamento. Se todas as pessoas traídas reagissem com o desequilíbrio de Par a vida em grupo se tornaria impossível.
 
A vida é dura. Duríssima, se pensarmos em tudo que a humanidade passou para chegar até aqui. Fatores que causam estresse sempre existiram, desilusões, amarguras também. A questão é como cada ser humano, único e singular, reagem a estes fatores, especialmente se é um portador de um transtorno emocional.

Felizmente nem todas as pessoas que se submetem a um stress desenvolveram uma doença psiquiátrica. Entretanto ela pode ser o gatilho para o aparecimento dos sintomas se a pessoa tiver propensão genética ao transtorno.  Estudos demonstram que parentes próximos aos que sofrem de transtorno bipolar, estão mais predispostos a desenvolver a doença que a média das pessoas.

Quem sobre desta doença alterna momentos de depressão com episódios maníacos, onde apresenta uma sensação de grande energia, podendo ficar acordado, agitado, realizando atividades por longo tempo seguido (exatamente como vemos no filme).  Como ocorre com outras doenças tem graus variáveis de sintomatologia. Muitas vezes, o pensamento fica confuso, as idéias aceleradas e o descontrole dos impulsos. Este descontrole poderá se manifestar de várias formas: gastos excessivos, direção perigosa, episódios de irritabilidade ou agressividade, conduta sexual exacerbada.

A Associação Brasileira de Psiquiatria diz que esse transtorno acomete de 1% a 3% da população. É uma doença que precisa de diagnóstico correto e tratamento cuidadoso. Felizmente é tratável, através de medicamentos estabilizadores do humor, podendo ou não ser complementadas com sessões de psicoterapia.

Li que o diretor do filme David O. Russell tem um filho bipolar de 18 anos, o garoto faz uma participação no filme. É o vizinho curioso que vive batendo à porta da família.

Fazer um filme sobre o tema pode contribuir para a identificação sobre o problema e as formas de tratamento. E especialmente ajudar a quebrar o preconceito em relação as doenças psiquiátricas.
 

6 comentários:

Bergilde 7 de março de 2013 05:36  

Tive a oportunidade de conviver por um período de estágio universitário com pessoas portadoras de transtornos emocionais e realmente este filme apresentou muito bem este tipo de realidade.Você,como sempre,excelente narração!Bom prosseguimento de férias neste ritmo bem relaxado mas cheio de substância para conosco partilhar!

Ramon Prates 7 de março de 2013 22:29  

Que bom que você também gostou do filme. Por enquanto um dos melhores do ano.

Marcio Melo 8 de março de 2013 08:05  

Assim como Ramon eu também acho que é um dos melhores filmes do ano.

As comédias românticas realmente são desmerecidas porque elas deixaram de ser o que tinham de ser (engraçadas e românticas) para ser apenas caça-níqueis realmente, mas aqui o caso é bem diferente.

E ainda ajudou a abrir os olhos para alguns tipos de problemas que assolam boa parte da população.

Filmes assim são gostosos de se assistir.

Evanir 8 de março de 2013 13:55  

A cada hora sou chamada, é desafiada
para aprender nova lição,
para expandir a consciência da conquista da paz e do amor a DEUS e ao próximo.
Experimentar tudo na vida é bom.As coisas ruins me ensinam a viver.
As coisas boas me mantém viva.
Eu sou as lembranças que tenho, os objetivos que traço, as mudanças que sofri.
Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego
em Deus.
Nesse dia consagrado a mulher venho te deixar meu amor e carinho.
Eu sou mulhor.
Eu sou mãe.
Eu sou avó.
Eu sou bisavó.
E continuo sendo (Mulher)
Meu eterno carinho .
Beijos na sua alma.
Evanir.
Amei conhecer seu blog conhecer um pouco de você no seu perfil
e postagens.


luís rodrigues coelho Coelho 11 de março de 2013 04:49  

Não vi o filme.
Agradeço a visita.
Todos os dias encontramos pessoas com dupla personalidade. Penso que devemos saber conviver com elas ajudando-as a superarem os períodos de mau humor.

Dalva 14 de março de 2013 11:51  

Adorei o livro, ainda não consegui ver o filme...

Tem selinho procê lá em casa:

http://infinitoparticulardalva.blogspot.com.br/2013/03/obrigada.html

Bjs.

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