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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

RELIGIÕES E A PAZ


Assisti, ou melhor, assistimos pasmos na televisão, a proposta de um pastor americano de queimar exemplares do Alcorão, como uma forma de se contrapor aos ataques de 11 de setembro. E nos questionamos se há coerência desta atitude com os ensinamentos do Cristo. Quem já leu os Evangelhos sabe que a mensagem de Jesus Cristo é cheia de compaixão, paciência, capacidade de perdoar e noção de responsabilidade.

Certa vez, falando a uma multidão numa montanha, enumerou uma espécie de perfil dos homens que estariam de acordo com os propósitos divinos, e entre as qualidades bendiz aos que promovem a paz. Veja duas versões em português do texto que foi registrado em Mateus 5:9.

  • O bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados de filhos de Deus.
    Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como sues filhos.


Se repararmos bem, todas as religiões trazem em seus ensinamentos a paz e a tolerância. Dalai Lama diz que “o cultivo do amor e da compaixão é a verdadeira essência de toda a religião. Todas elas focalizam o sentimento de fraternidade e solidariedade”.

A intolerância religiosa é sempre danosa, fortalece a discórdia, cria mais um ponto de disputa, entre os tantos que já existem entre os homens: terra, o poder econômico, poder político etc. Os religiosos deveriam favorecer as ações de conciliação e contribuir para a busca de harmonia e concórdia entre os homens.

Só nós resta fazer a oração do Francisco, o de Assis, e pedir que a Deus, Jeová, Alá, Jah, Buda que iluminem as mentes obscuras dos intolerantes e dos beligerantes.


Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém

5 comentários:

Marcos Monteiro 10 de setembro de 2010 01:30  

Tucha, a gente se anima tanto lendo seus comentários no meu blog, quanto lendo suas postagens. Linda a sua ilustração e linda a bênção onde Deus, Jeová, Alá, Jah, Buda (Olorum também) convivem em paz. Tinha de terminar com Francisco de Assis... Gosto de minha herança protestante (também tenho calafrios com os "evangélicos"), mas gosto muito mais dessa ciranda onde todo o mundo pode dançar, sem deixar de ser do jeito que é...

Dan 10 de setembro de 2010 08:59  

Oi Tucha,

Concordo plenamente, a intolerância é uma das formas de se discriminar.

Abraços

Bergilde Croce 10 de setembro de 2010 18:53  

Tucha voltando à rede e te visitando com meu abraço de sempre.Sobre esse argumento do post sinceramente estou temerosa às possiveis consequencias se tal ato realmente se concretizar...
Abraço grande,Bergilde

Marcio Nicolau 11 de setembro de 2010 16:26  

"...O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento

Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente

Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância..."

(Ana carolina)

Maria José Speglich 12 de setembro de 2010 05:17  

Pois é...
Na verdade, eu acho que esse pastor estava querendo audiência...
Além do mais ele demorou para resolver fazer algo né?
Sóapós 9 anos ele resolveru faer algo?

Num pais que adora invadir outro é uma reação "normal".

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