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quarta-feira, 17 de março de 2010

ALCANTARA



O programa do dia seguinte foi descobrir do outro lado da baía a pequena Alcântara. Saindo do cais do Porto Grande, bem pertinho de onde vimos o pôr do sol, o horário dos barcos depende das marés. A pequena viagem marítima não é tranqüila, as ondas meio que dançam o bumba meu boi.
Em terra firme, a sensação é de retorno ao passado. Alcântara foi sede da aristocracia rural escravocrata. A partir de 1865m a economia entrou em decadência e a cidade ficou esquecida no tempo. Já no porto fomos abordados por um guia e contratamos os seus serviços.
O ritual de iniciação é subir a ladeira do jacaré. Os caminhos aqui são de pedra colonial. Lá em cima o Largo da Praça da Matriz, formado por um conjunto de casarões, as ruínas da Igreja Matriz e o velho pelourinho. Num dos casarões funciona a Casa Histórica, onde estão expostos móveis, louças, fotografias, roupa_ lembranças do tempo de fausto.


A
beleza da arquitetura barroca foi restaurada em muitos prédios, onde funcionam pousadas, escolas e prédios públicos, outros estão em ruínas, ou fechados para reformas intermináveis. O interessante é que a rede elétrica é subterrânea, deixando o visual mais leve. Visitamos a Igreja do Carmo, ricamente decorada, ao estilo barroco, ela contrasta com a simplicidade da Igreja do Rosário dos Pretos, onde rezavam os escravos.
Uma das historias que se conta por aqui é que quando da visita de D. Pedro II ao Maranhão, dois poderosos da cidade, construíram palácios para hospedá-lo, passamos pelas ruídas destas construções. A disputa foi tão acirrada que o rei, diplomaticamente, não veio a cidade e os barões se desafiaram em duelo, e um matou o outro.

Mas os tempos são outros e a cidade abriga hoje uma das bases de lançamentos espaciais da América Latina e como não é possível visitar a Base, foi montada a Casa de Cultura Espacial com uma exposição com vídeos, fotos, mapas sobre o tema.


A caminhada abriu o apetite e fomos nós provar um maravilhoso peixe assado, acompanhado do arroz de cuxá. O restaurante simples, familiar com as crianças da casa caminhando entre as mesas, mas os preços eram de 5 estrelas. É a distribuição de renda que o turismo faz. Lá provei outra especialidade maranhense o guaraná Jesus, a bebida tem um tom cor de rosa e é demasiadamente doce, com um leve sabor de cravo e tutifruti.
Não visitamos as praias, para isto precisávamos de mais tempo, dormir na cidade O retorno foi mais tranqüilo, de velas ao vento, em catamarã.

No final da tarde, renovados pelo banho, fomos caminhar um pouco mais pelas ruas do Centro Histórico, terminamos o dia ouvindo MPB no Antigamente e comendo torta de caranguejo com arroz de cuxá.

4 comentários:

Dalva 17 de março de 2010 21:59  

Fiquei com água na boca pelo peixe assado e o arroz de cuxá!

Bjs.

Bel 19 de março de 2010 08:31  

Pois é exatamente o arroz de cuxá e o guaraná Jesus que eu dispenso. O resto... ai, que nada disso eu vi qdo estive em São Luís!!!

O bom é que vc tem fotos belíssimas, e com VOCÊ nelas!!!

Bjooo

Bergilde Croce 19 de março de 2010 09:30  

Tucha, muito interessantes seus registros de viagens(aprendo tanto) e suas fotografias estão muito belas também.Acredito que o que distingue mesmo nossa terra nordestina de outras regiões do Brasil e do mundo não é somente a sua beleza natural,mas sobretudo a atenção que as pessoas dão aos visitantes!Grande abraço da Itália,Bergilde

Georgia 24 de março de 2010 05:22  

O que que é arroz de cuxá?

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