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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

UM FILME EQUIVOCADO

O presidente Lula está festejado no exterior, o El País o elegeu "personagem ibero americano de 2009", o Le Monde "homem do ano". Foi também o único latino americano na lista da década do Financial Time, citado como "o presidente mais popular do Brasil". Uma popularidade construida pelo jeito sincero, pelo raciocínio rápido, hábil, pelo oportunismo das atuações e até pelas metáforas esdruxulas, as múltiplas gafes e as contradicões.

Não, não vou falar de política. Mas vou fazer o que não faço habitualmente: comentar sobre um filme que não gostei: Lula, filho do Brasil. O diretor tinha nas mãos a trajetória de uma família, que como outras tantas, sai da extrema probreza do nordeste rumo ao sul, em busca de um melhor destino.

De forma linear a história começa no semi-árido pernambucano com o nascimento de um dos filhos de Dona Lindu, Luís Inácio da Silva, e segue selecionando os momentos mais comoventes vividos pela família, com enfoque no seu ilustre filho. Quem leu o livro diz que os fatos foram retocados e desta forma o "se perdeu o melhor da história: a humanidade do personagem." O comentário é de Eliane Brum, em blog da revista Época, ela diz que o filme mostra outro Lula, que dá sono: "Faz tudo certo sem tropeçar em nunhum conflito, nem mesmo um bem pequeno, em sua trajetória linear. Ao final, ficamos pensando que aquele cara da tela nunca chegaria a presidente da Rebúplica. O Lula do filme é raso como o açude seco em que o menino Lula bebia água com o gado."

São as nossos conflitos, nossas incoerências, nossos defeitos que nos fazem humanos e nos identificam com os demais. Além de deixar de fora as contradições, o filme também é pouco esclarecedor sobre a vocação política de Lula, o que seria essencial, pois ele é sobretudo um político. André Nigri, na revista Bravo, diz que "os Barreto pararam a história antes que o mais importante comece."

É lamentável que tanto dinheiro, a relação dos patrocinadores é extensa, tenha sido investido para realizar um filme quase medíocre.

PS- A charge usada para ilustrar o post é de Simanca, um cartunista cubano-baiano, que acho genial.

2 comentários:

Georgia 14 de janeiro de 2010 04:23  

Nesse caso Tucha seria o Lula que todo mundo sempre idealizou para o país e nao o verdadeiro.

Um bjao

Bergilde Croce 14 de janeiro de 2010 06:06  

Tucha,bom dia!Vi uma entrevista feita pela M.Gabriela à Glória Pires há alguns dias onde esta atriz participante no filme como a mãe do nosso presidente fez muitos elogios ao enredo e aos personagens em si, todos heróis na sua concepção,mas cá pra nós, mesmo sem ver esse filme, acredito que a gente comum como 'Eu' não precisa engolir mais esses modelos criados pela mídia brasileira.Abraços,Bergilde

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