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sábado, 5 de dezembro de 2009

DUPLA CIDADANIA


A doença é o lado sombrio da vida, uma espécie de cidadania mais onerosa. Todas as pessoas vivas têm dupla cidadania, uma no reino da saúde e outra no reino da doença. Embora todos prefiramos usar somente o bom passaporte, mais cedo ou mais tarde cada um de nós será obrigado, pelo menos por um curto período, a identificar-se como cidadão do outro país.

Susan Sontag


Durante os dois últimos dias caminhei pelo reino da doença. Minha mãe buscando a decoração da árvore de Natal no maleiro, caiu de uma pequena escada e teve fraturas múltiplas no úmero (osso do braço). E lá vamos nós, noite em claro na emergência, ausencia de vagas, burocracias hospitalares até a hospitalização e no tarde do dia seguinte a cirurgia. No outro dia a alta, para o cuidado em casa.

Mesmo que saibamos que saúde e doença são partes da vida, de uma certa forma, nós, evitamos pensar nesta cidadania onerosa, a do reino da doença. Esquecer que podemos eventualmente ser cidadãos deste reino.

Nesta curta trajetória, cruzamos com muitos dramas, não são poucos os que transitam pelo lado sombrio. E tudo me levou a refletir sobre a vida e o cuidado com o bem viver, não só o recomendado com alimentação, exercícios, mas sobretudo o criar laços afetivos que lhe dêem sustentação no enfrentar do adoecer.





9 comentários:

Luma Rosa 6 de dezembro de 2009 00:30  

Tucha, sinto muito pela sua mãe! Sim, devemos cuidar da saúde enquanto temos e não quando perdemos, mas no caso da sua mãe, foi uma arte, né? Não sei a idade dela, mas depois de uma certa idade, não devemos subir nas alturas, principalmente por quem sofre de tonturas. Enfim, que ela tenha uma boa recuperação! A minha mãe passou por cirurgia no mesmo lugar, por ter caído na rua - ela sofria de labirintite - e o mais enjoado é a fisioterapia depois, está tem que levar com bastante seriedade!! Cuida bem da menina arteira!! Beijus,

Bel 6 de dezembro de 2009 08:39  

Eu gostaria de abandonar essa cidadania onerosa. Quero asilo político e me naturalizar no país da saúde!!! Será que há change?

"Colega", ultimamente a vida tem sido exigente conosco... quero ver até onde aguentamos.

Beijo e força aí!

Bel 6 de dezembro de 2009 08:39  
Este comentário foi removido pelo autor.
Bel 6 de dezembro de 2009 08:39  
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina e Márcia 6 de dezembro de 2009 17:39  

Olha, Tucha, eu vivo dizendo isso. Não tenho filha, só dois filhos, e como eu que cuido da minha mãe, fico pensando se as noras vão querer cuidar de mim (ou os meus filhos...) Eu acho que é por aí: viver uma vida a estreitar os laços para ter com quem contar no futuro... (será que soa meio egoísta?ou interesseiro? mas é o tal do passaporte que ninguém quer usar, mas que uma hora cai no colo... )
Melhoras pra sua mãe... (a minha está, neste exato momento, a testar as seis pontes cardíacas com a possibilidade do Fluminense cair pra segunda divisão... rsrssssrsr - pior que o assunto é sério!!!)
beijos e saudades
Marcia

Bergilde Croce 6 de dezembro de 2009 20:22  

Tucha,linda reflexão embora com o relato do acidente com sua mãe-estimo melhoras!Tendo filhos pequenos e vivendo tão longe dos meus mais caros afetos,oro todos os dias para que sejam sempre prolongados nossos dias de saúde...Abraços,Bergilde

Georgia 7 de dezembro de 2009 07:33  

Meu pai caiu de uma árvore aos 62 anos. Quebrou todas as costelas, nao teve o pulmao perfurado, porque os músculos dele de tanto fazer ginástica sao tao duros que o osso nao conseguiu atravessar. Passou quase 4 meses no hospital. Me diga ai se esse nosso povo na sua "tenra idade", nao andam aprontando como crianca e nos deixando de cabelos branco, rs.

Um beijao

Dalva 7 de dezembro de 2009 23:26  

Sinto por ela, Tucha, e espero que a recuperação seja breve... meu avô foi atropelado quanto tinha 87 anos e a recuperação foi difícil, mas toda a família se dispôs a ajudar, pois não foi fácil! Quebrou a bacia e ficou imobilizado, graças a Deus em casa, por mais de 6 meses. Os médicos diziam que ele não voltaria a andar, mas ele voltou a andar, sim! Creio que carinho seja uma parte fundamental do tratamento.

Um beijo!

Carlucha 8 de dezembro de 2009 06:51  

"Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil." Salmo 39:4

Tucha, nossa vida é curta e frágil! Por isso temos que viver com sabedoria, exercitando a compaixão...
Espero que sua mãe se recupere rápido e o melhor possível! Força e coragem, para as duas! Bjos

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