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terça-feira, 11 de agosto de 2009

MORTE DO CINEMA


A mágica do cinema encanta há gerações. O meu avô materno, lá em meados da década de 20 do século passado, ficou tão apaixonado pela magia da sétima arte que resolveu abrir um cinema na pequena cidade onde morava. Imagino que o investimento foi quase uma loucura e certamente ele não deve ter tido o retorno financeiro que esperava. Mas na lembrança de todos os meus tios foi um tempo de glória. Ser filho do dono do cinema significava entrada livre em todas as apresentações.

Muitos dos filmes eram seriados, e a expectativa do próximo episódio gerava muitas e animadas especulações. Na imaginação dos meninos os personagens das telas saiam das telas e povoavam as brincadeiras, com uma toalha de mesa fazendo as vezes de capa, eram Zorro.Um cabo de vassora era o cavalo de Tom Jones.

Os cinemas foram os lugares favoritos de adultos e crianças durante muito tempo. O filme era uma experiência coletiva, que juntava as pessoas. A sala de cinema era um espaçõ social de encontro e de entretenimento. O ambiente fazia parte da fascinação pelo cinema, a cortina vermelha que se abria lentamente, os hall espelhados. Algumas delas eram bem sofisticadas e valiam a visita.


Como o Totó, personagem de Cinema Paradiso, temos na nossa memória afetiva toda uma mítica cinematógráfica. Quem nunca se apaixonou por um dos atores e atrizes de cinema. E o que fomos aprendendo com as histórias de amor contadas nos filmes, foi construindo a imagem de romantismo que perdurou. Nossa educação sentimental chegava através deles. As salas de projeção eram também cenário de encontros amorosos quase tão empolgantes quanto os dos filmes. Quem nunca namorou no escurinho do cinema...a emoção da mão na mão ou do primeiro beijo.

Mas se o Cinema Paradiso é uma declaração de amor ao cinema é também o obituário das grandes salas de cinema. Muitas desapareceram, foram demolidas, tiveram outros destinos. Algunas sobreviveram sendo desdobradas em pequenas salas. Mas cada dia mais o vídeo, o DVD e agora a facilidade de baixar os filmes pela internet e a pirataria estão fazendo com que ver um filme seja uma atividade privada, pouco interativa.

Todos estes comentários são reflexões em momentos em que mais uma sala de projeção é fechada na minha cidade. E tenho lido sobre a crise da indústria cinematográfica por conta de todas estas questões e outras mais. Que mudanças o futuro trará pra magia do cinema?

5 comentários:

Dan 11 de agosto de 2009 17:44  

Oi Tucha,

O cimena é uma arte maravilhosa, o corpo em movimento, uma hipnose coletiva. Aqui no Brasil muitos cinemas de bairros estão fechando ou já fecharam a muito tempo. Mas sempre existe um Quixote para abrir um cinema ou realizar um filme. Por isso esssa arte na minha opinião não acabará nunca.

Abraços

Carlucha 12 de agosto de 2009 08:06  

Entendo sua nostalgia... Realmente os tempos são outros, e as pessoas estão cada vez mais isoladas e individualistas, por alguns motivos justos e outros nem tanto... Gosto muito de filmes, mas o mar de sangue e violência que invadiu a telona, me desanima! Infelizmente uma realidade que não esta só na ficção... Bjos e fique com Deus!

Carlucha 14 de agosto de 2009 09:18  

Tucha, tem um prêmio para vc no meu blog! Passe por lá! Bjos e fique com Deus!

Georgia 14 de agosto de 2009 13:22  

Tucha, meu pai tb teve um cinema e nós nao perdíamos uma sessao;

Era mágico mesmo, ai que saudades me deu agora.

Um beijao e parabéns pelo post.

Dan 15 de agosto de 2009 09:12  

Oi Tucha,

Tem mais prêmio pra você no meu blog. Passa lá.

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