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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CLARICE

A literatura de Clarice Lispector sempre me intrigou, o mergulho psicológico que ela faz nos personagens, desvela as profundezas da alma humana. Assim, quando me deparei com o livro Eu sou uma pergunta, de Teresa Cristina Monteiro, que se propõe a ser uma bibliografia da autora comprei e me dediquei a leitura.

Fruto de uma tese de mestrado, onde Teresa mergulhou em documentos, cartas, cronicas, entrevistas de amigos buscando reconstruir a trajetória da escritora. A leitura teve alguns momentos muito bons, pude conhecer mais sobre o processo criativo, as circunstâncias que cada livro foi escrito, pude encontrar o lado humano conhecendo alegrias, sofrimentos e dramas vividos. Minha vida daria um romance é uma das citações de Clarice que inicia o livro.

Mas o fato de ser um desdobamento de uma tese e, por isto, o compromisso com o rigor academico, deixa o livro por vezes pesado. Quando, por exemplo, traz a transcrição desnecessária de documentos, faz referências de comentários de depoimentos não relevantes para a construção do perfil de Clarice. Por conta disso, apesar de ter gostado do livro, fiquei achando que Clarisse merecia uma biografia mais literária.


Descobri então, em um dos passeios pela livraria, um pequeno livro de Ana Miranda, chamado Clarisse. Usando paisagens do Rio de Janeiro, a autora faz de escritora uma personagem literária e lhe dá uma verdade que só existe na ficção. Afinal, na vida de Clarice a literatura foi a realidade mais verdadeira. Fiquei encantada.

Em outro passeio, agora pelo espaço virtual, conheci um site, onde, recuperando cronicas escritas para jornais a misteriosa Clarice se revela.

Desta forma, como num quebra cabeças, pode ir montando as peças e construindo o meu personagem Clarisse. Acho que agora posso voltar a ler ou reler livros da autora, e, com estas novas peças, reinventá-la

4 comentários:

Bel 6 de agosto de 2009 13:54  

Que gostoso descobrir (ou redescobrir) assim os escritos, a partir do conhecimento da biografia do escritor!

Quem me dera ter tempo pra ler o que me trouxesse prazer! Aff... tô cansada de leituras "por obrigação"! e o pior é que isso ainda dura uns bons 18 meses!!!

Bjo, saudade...

Dan 6 de agosto de 2009 14:00  

Oi Tucha,

Clarice é sempre Clarice, como dizia Caetano: "Que mistérios tem Clarice"

Passe no meu blog, tem um selinho para ti.

Georgia 6 de agosto de 2009 16:58  

Estava te lendo pelo reader, mas sem tempo...

Um grande beijo

Carlucha 7 de agosto de 2009 10:53  

Eu também sempre que estou apreciando uma obra de arte, seja ela literária, plástica ou musical, procuro saber mais sobre seu autor. No meu entender fica difícil uma compreensão clara da obra sem conhecer o autor! Fiquei com vontade de ler mais sobre ela... :))
Bjos e fique com Deus!

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