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quinta-feira, 2 de julho de 2009

2 DE JULHO

O grito as margens do Ipiranga teria sido em vão, se nossos antepassados, na Bahia, Piauí, Maranhão e Grão Pará não tivessem lutado nas chamadas Guerras da Independência. Lutamos de 1822 até 1823, quando o país foi formalmente reconhecido por Portugal e pelo Reino Unido.

Em terras baianas, as sementes da luta da emancipação vieram desde a Conjuração Baiana em 1799. O sentimento de independência de Portugal estava tão arraigado no nosso povo que a participação popular nos conflitos da independência foi intensa. Misturam-se caboclos, mulatos, índios, e até portugueses. Os historiadores dizem que não houve uma polarização entre portugueses e brasileiros, foi uma guerra civil Luso-Brasileira, já que Portugueses e Brasileiros combateram em ambos os lados.

Muito sangue foi derramado, muitos heróis como João das Botas, o corneteiro Lopes, uma famosa heroína, Maria Quitéria, jovem que se vestiu de soldado para lutar nas batalhas, uma mártir, Madre Joana Anjelica, que tentou impedir a invasão do exercito português no convento da Lapa e foi cruelmente assassinada.


Cachoeira, Capuame, Cabrito, Pirajá de batalha em batalha a vitória chegou no dia 2 de julho de 1823. O sol brilhou mais que no primeiro, sinal de que neste dia até o sol era brasileiro. E dissemos em alto e bom som: Chega de exploração, voltem para Portugal!

Nunca mais o despotismo, regerá nossas ações,
com tiramos não combinam brasileiros corações


E ficamos donos do gigante pela própria natureza, da floresta, do curupira, da pajelança, das danças, dos Orixás, do cerrado, dos maracatus, do pantanal, dos bois bumbas, das onças pintadas, dos botos cor de rosa, da mata atlântica, dos lobos guarás, das serras mineiras, do macaco prego, das campinas gaúchas.

Reinventamos o português, tornou-se mais doce com os sons quimbundos, tupis, nagôs, de Keto, de guaranis, de Espanha, de Congo, de tapuias, de Benguela e outras sonoridades mais. E continuamos reinventando o idioma, nas ladeiras do Pelô, da avenida paulista, em Ipanema, em BH, em Belém do Pará. Apesar da criatividade, vergonhosamente, muitos ainda prosseguem analfabetos.

Assim outra expulsão urge acontecer, a do analfabetismo e a ignorância, única que pode transformar de fato o país. Para que as batalhas de pessoas como Anísio Teixeira, Paulo Freire, Cosme de Farias, Darcy Ribeiro, Cristovam Buarque possam fazer sentido.



Outros tiranos vieram. E alguns deles ousaram tirar o nome da data magna da Bahia do aeroporto de Salvador. Vou continuar protestando até que a mudança ocorra. E faço isto, mais uma vez, com os versos veementes de um poeta baiano Ronaldo Jacobina.


Como a praça é do Povo e do Poeta.
Como o céu é do Condor e do Avião.
Aeroporto é 2 de Julho.

Asas da poesia, Pássaros de aço.
Pouso do Condor e do Motor.
Triste Bahia! Oh como és dessemelhante:
Pobre o Povo
E alguns tão abundantes...

Mas, resistir a força da História, quem há de?
Para além de toda Maldade,
Ainda vai vingar o nosso Orgulho,
Ainda vai voltar o nosso Júbilo:
Aeroporto é 2 de Julho.

Salve! Salve!
O Caboclo e a Cabocla,
Angélica e Quitéria,
O cadete Cabral, o tenente Jácome, o general Labatut,
As Botas de João e de Lopes - o clarim.
Salve! Salve!
Cachoeira, Capuame, Cabrito, Pirajá.
Pela Bahia novamente
Independente:
Avançar!

Canta, Castro!
Tremei, tiranos, desta triste lenda;
Livres, [ó Baianos,]
Erguei o colo soberano!
Salve, Silva!
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações,
Com tiranos não combinam
Os Baianos corações.
Inspirados nesta luta
Gloriosa,
Saga de um povo corajoso
e de toda uma Nação,
Nós, Baianos de origem ou coração,
Rebentaremos o jugo.
Ainda vai vingar o nosso Orgulho.
Ainda vai voltar o nosso Júbilo.
Aeroporto é 2 de Julho!

Um Novo Dois de Julho
RONALDO JACOBINA em NAS ASAS DA POESIA


4 comentários:

Tamara Guerra 2 de julho de 2009 22:32  

Uma aula de história e cidadania para refletirmos!!!!!Bjs

Valdemir Reis 2 de julho de 2009 23:37  

Amiga Tucha visitando e compartilhando:
O valor da amizade?
“Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença traz de volta o sol a brilhar em nossa vida.
Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação que como em qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.
Podemos comparar esse elo de amizade ao tempo que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos, que se desenvolve uma amizade.
É na amizade verdadeira que encontramos sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.
Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.” Autora; S. Quevedo Nogueira
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Valdemir Reis

Dan 5 de julho de 2009 20:33  

É logico querem nos fazer esquecer que houve luta e sangue, aquela de brasileiro bonzinho, Portugal legal, independência sim luta não, assim tira o DOIS DE JULHO do aeroporto de Salvador. Continue protestando. É necessário alguns dois de julho e expulsar essa gente do Senado...

Bergilde Croce 6 de julho de 2009 04:28  

Uma verdadeira liçao de Historia e Cidadania.Aprendi bastante com essa leitura Tucha,vc nem imagina quanto...Abraços,Bergilde

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