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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

DO AMOR E OUTROS OBJETOS PONTEAGUDOS


As conversas com um amigo que vive o súbito rompimento de uma relação amorosa me fazem refletir sobre o apaixonamento.

Ele vivia a delícia do encantamento, quando a amada mudou de idéia. Doído ele se questionava: Como é que fui me apaixonar assim a essa altura da minha vida? Respondi sem pensar: Você está vivo! Viver é risco!

Quem nunca sentiu o calor, o entusiasmo, o fogo de uma paixão? Quem nunca sentiu ter perdido o chão, o prumo, quando o rumo as paixão deu em sofrimento? Atire a primeira pedra!

Uma das coisa que me impressionou foi o sonho que teve no tempo de felicidade. Relatou que despertava e rompia uma couraça (tão Reich essa palavra) de pedra e saindo livre e feliz. Extermamente simbólico da sensação de renascimento e de transfiguração que a experiência amorosa traz. É a quebra da petrificação que foi se formando quando a gente se esquivava da possibilidade do amor.

Mas, se renascer traz vida nova, felicidade, alegria, traz também o outro lado da vida: o sofrimento e a dor. Sim, ao apostar no apaixonamento, nos abrimos para uma promessa, não temos entretanto nenhuma garantia de que ela irá se realizar. Amar é risco.

Freire Costa diz que sem amor estamos amputados da nossa melhor parte. A vida pode ser mais calma, livre de dores e contratempos quando não amamos. Mas é uma paz cinza, sem a cor da alegria.

Durante a conversa voltaram a minha memória minhas experìências de enamoramento. Em algumas nasceu o amor, com suas delícias e dores. Em outras, foi paixão, um fogo de artifício que brilhou, clareou o céu, mas depois veio a escuridão.

Entretanto não me arrependo, tenho o que contar, não serei como o velho sem conselho da música do Chico Buarque, quando perguntado sobre o amor, ele diz que a vida inteira sempre se escondeu, não se comprometeu e nunca se entregou, e é franco mostra um verso manco no caderno em branco. Me permiti, me arrisquei, meu caderno tem muitos poemas de amor e canções desesperadas.

Ao meu amigo tenho dado escuta atenta, colo e carinho no tempo de sofrimento. Torço para que as nuvens negras passem e ele possa ter "a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta madura".



PS 1- O título dessa postagem foi "roubado" do nome de um livro de Marçal Aquino

PS2 - As ilustrações são pinturas do meu pintor favorito Gustav Klimp, chamadas O Beijo e O abraço.

2 comentários:

Bel 2 de dezembro de 2008 00:37  

Como disse Ramon, no post anterior... "procede". Viver é o risco. E eu adoro viver perigosamente!!!
Perfeito!

Beijoooo

M. 2 de dezembro de 2008 14:09  

1- Porque vc comenta o blog de Ramon e o meu não?

2- Eu paquerei Chico Buarque em Paris e ele me deu um fora, quem perdeu foi ele...

3 - Quem é esse amigo?

4 - Sua filha quer gemada, cuide dela que está respirando por aparelhos.

Eu amo você!

Maína

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