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terça-feira, 6 de março de 2012

DESTINOS

São inúmeras as alternativas de viagem neste vasto mundo de Deus. Tem viagem que a gente acalenta, sonha e nem sempre consegue realizar, outras que chegam sem que a gente espere e surpreendem. É isso, nem sempre escolhemos os destinos de viagem unicamente guiados pelo nosso desejo.

A literatura, o cinema, o relato de outros viajantes nos desperta a irresistível vontade. Uma cidade tantas vezes cenário de cinema como Paris acredito que seja a campeã dos desejos de viagem. Mas há quem goste de destinos exóticos, onde a aventura seja a principal da emoção da viagem. Sem falar daqueles para quem as paisagens não encantam tanto e sim a possibilidade de muitas compras.

E existe roteiro com as propostas mais variadas: aventura, devoção, compras, cultura, romance etc. Porém os nossos desejos passam por outro crivo, o a disponibilidade econômica. Quantos sonhos ficam apenas no folheto da agencia de viagem. Para alcança-lo haja prestação.

Para quem não tem tantos recursos financeiros, as viagens podem surgir de oportunidades. Alguns lugares só conheci porque um (a) amigo estava morando lá e se dispôs a hospedar-me e ainda a servir de guia turístico. Foi assim com a Chapada dos Guimarães, Alemanha e Inglaterra. Na fotografia com os amigos Normélia e Ari na Alemanha.


Outra questão é a companhia, não tenho problemas em viajar sozinha, mas bem acompanhado é sempre muito melhor. Tenho uma amiga Vera Lúcia que foi/ é e sempre será grande companheira de viagens, temos gostos semelhantes, paciência uma com a outra, o essencial para uma boa viagem. Na fotografia nós tomando um vinho em Bordeaux, detalhe o garçon era fã de Caetano Veloso.


Estar preparado para a aventura também, foi assim quando viajamos com um grupo de amigos de Lima a Quito, desbravando sítios arqueológicos, vulcões e outras coisas mais.

Desejos de outros também podem resultar em boas viagens. Na fotografia eu e minha filha aos pés da estátua de Liberdade. Ela me mobilizou para conhecer Nova Iorque.


Todo este preâmbulo pra dizer que em breve estarei partindo para mais uma viagem. Dou uma de Geórgia do blog Saia Justa, adivinhem para onde vou. Uma pista: arquipélago no Pacifico e um mapa. Alguém arrisca um palpite?

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sábado, 3 de março de 2012

NOVAS LEITURAS


Considero a leitura de um bom livro um grande prazer. Mas nem todo mundo pensa assim, há quem ache chato. Acredito que a gente começa a gostar de ler na infância ou na adolescência, não de forma obrigatória, mas na descoberta de boas histórias. Comigo começou com as histórias contadas pelos meus pais no momento de ir dormir (no tempo em que a televisão não era uma presença onipotente nas casas) e prosseguiu com o incentivo de meu pai que sempre comprava livros para que eu e minhas irmãs lessemos.

Lembram quando o vestibular “exigia” que o candidato lesse inúmeros livros, quem não tinha disposição para ler a obra completa lia o “resumo” dos livros, ou uma versão em quadrinhos. Não sei se dava certo.



Resumir um livro pode ser hilário. Li na revista da Livraria Cultura que o sueco Henrick Langer resolveu ironizar e publicou 90 livros clássicos para apressadinhos. As mil páginas de Dom Quixote de La Mancha acabaram reduzidas a cinco linhas. “Dom Quixote, na época em que não tinha TV, lia para cacete e ficou com umas idéias malucas. Ele ataca moinhos que pensa serem gigantes e até o cavalo dele acha que ele é louco. Ele descobre que não tem mais lugar para heróis no mundo e resolve voltar para casa. O cavalo dá graças a Deus (e os moinhos também)”.


Gozação? Não preguiça. Muita gente acredita que ler é difícil, demorado, complicado e prefere “fingir” que leu. Nas redes sociais virou moda extrair textos de livros densos e trazer frases emolduradas pelo bronze das aspas. Assim romancistas como Clarice Lispector, Caio Fernando de Abreu, Virginia Wolf nos chegam como frases de efeito. A autoria destes “pedacinhos de sabedoria” é geralmente duvidosa, como muitos dos textos que circulam por ai na rede. Outros são mesmo do autor, pessoas que gostam dos autores e o trazem aos poucos, querendo compartilhar, esperando talvez despertar outros para a leitura.


Alguns aplicativos chegam a ser engraçados, as frases são usadas em numa espécie de sortilégio, por exemplo, Conselhos de Caio Fernando Abreu. Os autores viram os novos gurus (rs,rs,rs,rs).


Até Nietzsche (1844-1900) um filósofo complexo e sutil virou autoajuda. Reconhecido por desmascarar condicionamentos e ilusões, enfrentar tabus teve seus pensamento triturados e reciclados em 99 máximas para despertar a mente e combater as preocupações pelo australiano Allan Percy num livro chamado Nietsche para estressados. Máximas como “Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.”. São, segundo a divulgação do livro: seguidas de uma interpretação atual que nos ajuda a alcançar o bem estar.

Não sei o que Caio, Fredrich, Cecília achariam disso, talvez dessem risadas com a capacidade criativa das pessoas, talvez se irritassem com o desvirtualmento das idéias, a descontextualização dos textos. Pessoalmente não compro esta literatura de auto ajuda, nem consulto estes oráculos.


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MAGIA


A magia do cinema nos delicia sempre... Quando a gente acha que tudo já foi feito a criatividade humana nos surpreende. Dois dos filmes da safra Oscar 2012 me deixaram encantada.

Um deles é a Invenção de Hugo Cabret. Uma história que no primeiro momento parece ser igual a tantas: um pequeno órfão lutando pela sobrevivência. Porém outros elementos vão sendo agregados, como o mistério que o mantem ligado ao pai, o mal humorado dono da loja de brinquedos, uma menina excêntrica, e, a cada descoberta o enredo vai ganhando novos contornos e nos apaixonando. A fotografia é incrível e o cenário, uma Paris cheia de luz, encantador.


Em tempos de efeitos especiais, muita cor e som fazer um filme mudo e em preto e branco parece um despropósito, mas assim é O artista. O diretor Michel Hazaanaovicius surpreende conseguindo fazer um roteiro compreensível sem utilizar o recuso da fala e traz a glória e a decadência de um ator do cinema mudo. Romance, surpresa, reviravoltas tudo no mais clássico estilo dos antigos filmes.

Por estas boas histórias que vale a pena ir ao cinema, se emocionar e se encantar sempre.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

TEMPO DE RELAXAR


Ai que prazer

não cumprir um dever
ter um livro para ler
e não o fazer!

Fernando Pessoa - Liberdade

Ando preguiçosa. Segundo Rubens Alves preguiça é fazer vagarosamente ou simplesmente não fazer o que deveria ser feito rapidamente. E diz que há dois tipos de preguiça, a que nasce da felicidade e a que nasce da revolta.

Trabalhei tanto nas últimas semanas que mereço, então me entrego ao ócio sem sentimentos de culpa, só está faltando uma rede... É carnaval muitos estão em plena folia, atrás do trio elétrico ou da bateria de uma escola de samba, muita alegria para todos. Minha alegria neste momento está vindo de fontes mais tranquilas... uma música agradável, um filme, um livro interessante.

E enquanto rogo aos céus para que passe esta onda Aí, se te pego, ouço Djavan.


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domingo, 5 de fevereiro de 2012

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM


As palavras são insuficientes para contar sobre uma vida dedicada a música, e os diretores de A música segundo Tom Jobim, Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, compreenderam isto e escolheram o caminho sensorial para falar da trajetória musical do “maestro soberano”.

O documentário tem apenas imagens e a força e intensidade da música. Grandes músicos e interpretes brasileiros, internacionais, além do próprio Tom, vão desfilando canções dos diferentes momentos da carreira. Tudo é conduzido de forma poética, vigorosa, sem necessidade de maiores explicações, é música, música e música.

Quem entende de cinema, Tuna Espinheira, elogiou a montagem, “A edição primorosa trás para as retinas (estas costumeiramente cansadas) dos espectadores, a impressão de estar vendo um filme com um único plano sequencia, (embora com centenas de cortes)”. Leia a critica inteira

A música de Tom é extremamente brasileira e ganhou o mundo, pois tem toques de sofisticação do jazz e muita qualidade. E fica na memória de todos nós, como retrato dos “anos dourados”, e, remete também a paixão que nasce no coração dos brasileiros a cidade do Rio de Janeiro. Tom é tão carioca quanto Caymmi é baiano. O filme começa com cenas em preto e branco da chegada de um avião à cidade e imagens do cotidiano da cidade no tempo do inicio da bossa nova.

Uma escolha curiosa dos diretores foi não creditar o nome dos interpretes ao longo do filme, ficamos então numa quase brincadeira de adivinhar quem é quem, que só vai ser revelada na longa lista dos créditos finais.

Valeu a pena ir até o centro da cidade (mesmo em tempos de grave da polícia).


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ALÉM DO HORIZONTE

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Além do Horizonte deve ter
Algum lugar bonito
Prá viver em paz
Onde eu possa encontrar
A natureza
Alegria e felicidade
Com certeza...

Aproveitar a tarde
Sem pensar na vida
Andar despreocupado
Sem saber a hora
De voltar...

Bronzear o corpo
Todo sem censura
Gozar a liberdade de uma vida
Sem frescura...

Além do Horizonte
Existe um lugar
Bonito e tranqüilo
Prá gente se amar...


As fotografias foram do delicioso final de semana na península de Maraú, um lugar fascinante. Foram dias de proximidade com a natureza e a beleza do mar, com lances de aventura (os "velhinhos" alugaram uma moto e enfrentaram os 8km até Taipus de Fora sob areia e mais a volta). Mas como dizia o Pessoa: "Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena".


O único problema foi que as fotos dos melhores momentos (como esta abaixo da ilha de pedra furada) foram danificadas, acho que a velha máquina fotográfica surtou com tanta beleza.

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domingo, 22 de janeiro de 2012

HAVEAYA HI LO ITACH HI ITI



Os livros de auto-ajuda dizem que somos moradores de mundo inconciliáveis, eles de Marte e nós de Vênus. E não é apenas por conta da genética, onde o par de cromossomos XX nos define e o XY a eles, a especificidade de cada gênero vai sendo construída também pela cultura, e, desta forma, sujeita a variações históricas e geográficas. A incompatibilidade ou as diferenças entre os sexos continua sendo motivo de debate entre filósofos, psicólogos e sociólogos e também tema para muitos livros, peças de teatro e publicitárias.

Freud, o criador da psicanálise, se intrigou com o psiquismo feminino, dizia que a mulher era um mistério para ele. E espalhou a ideia de que nós eramos complicadas. Tudo bem que temos de conviver com as tempestade de hormônios, transformações físicas e emocionais específicas na adolescência, gravidez e menopausa. A tensão pré menstrual por vezes nos desestabiliza.

Tudo bem que eles, os homens, tem uma compreensão mais lógica do mundo, enquanto nós somos mais intuitivas, temos altas doses de empatia, sabemos verbalizar melhor os sentimentos, conversar sobre os relacionamentos. Que mal há nisto? Nos complementaríamos, não acham?

Entretanto eles são também mais agressivos, a testosterona os faz assim, e se esta energia pode ajudar a enfrentar os desafios da vida, pode também atrapalhar na vida de relacional. Por conta disso se envolvem mais em atos violentos, inclusive em relação as mulheres que dizem amar e aos seus filhos.

Discutir o relacionamento é um momento que eles sempre evitam, preferem resolver os problemas de uma outra maneira, menos verbal e mais corporal (rs,rs,rs). E, se não buscam soluções pactuadas para os problemas, saem pela tangente, entram em outra relação sem resolver a anterior, embolando tudo. E o que é mais trágico têm muito mais dificuldade para aceitar o fim dos relacionamento, se observarmos nas páginas policiais dos jornais, eles agridem, tiram a vida com muito mais frequência nestas situações que as mulheres. Elas podem fazer algum escândalo, encher a caixa deles de mensagens, mas dificilmente chegam a atitudes hostis.

Então o problema então é mesmo com eles...

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